Charles Platiau/Reuters
Charles Platiau/Reuters

Partido de Hollande sofre revés em eleições regionais na França

Segunda rodada de votação confirmou avanço do partido de extrema-direita Frente Nacional, de Marine Le Pen

Estadão Conteúdo

29 Março 2015 | 16h33

PARIS - O presidente da França, François Hollande, sofreu um revés eleitoral, neste domingo, de acordo com pesquisas divulgadas, à medida que seu predecessor e oponente Nicolas Sarkozy caminha para conquistar uma vasta maioria nas eleições locais.

A segunda rodada de votação, neste domingo, confirmou um avanço do partido de extrema-direita Frente Nacional, de Marine Le Pen, que obteve de 40 a 80 cadeiras em todo o país. Isso pode não ser suficiente para conquistar a maioria, em qualquer jurisdição, mas representa um salto, na comparação com uma cadeira que o partido possui atualmente.

O partido UMP de Sarkozy e aliados centristas conquistaram de 1.200 a 1.250 dos 2.054 distritos eleitorais que estavam em disputa nas duas rodadas de votação, de acordo com a OpinionWay. O Partido Socialista, de Hollande, e outros grupos de esquerda obtiveram apenas entre 650 e 700 distritos na eleição, onde cerca de 50% dos eleitores votaram.

"O povo francês rejeitou amplamente as políticas do presidente Hollande e de seu governo", afirmou Sarkozy, em discurso para partidários.

Os resultados significam que a centro-direita deverá provavelmente tomar o controle de cerca de 65 dos 101 departamentos, uma alta acentuada em relação 41 atuais e superior ao 60 que o Partido Socialista e outros aliados de esquerda controlavam antes deste domingo, de acordo com o Opinionway.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, afirmou que a vitória da aliança de centro-direita foi "incontestável". Ele destacou também o significado do resultado obtido pelo Frente Nacional. "A pontuação para a extrema-direita é um desafio para todos os republicanos. É a marca de uma mudança sustentável no cenário político", disse Valls.

Os assentos nas eleições locais dá aos partidos poder em uma série de áreas, como turismo, manutenção de escolas e estradas e pagamento de benefícios sociais.

Os resultados deste domingo também são um barômetro sobre o equilíbrio político na França dois anos antes das eleições presidenciais e legislativas no país. Fonte: Dow Jones Newswires.

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