EFE/EPA/FILIP SINGER
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Partido de Merkel ganha força na reta final das eleições na Alemanha

A poucos dias de a maior economia europeia ir às urnas, a corrida para suceder a chanceler da Alemanha está completamente aberta

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2021 | 19h55

BERLIM - A poucos dias de a maior economia europeia ir às urnas, a corrida para suceder a Angela Merkel como chanceler da Alemanha está completamente aberta, com o partido da líder, a CDU, ganhando força na reta final. Três pesquisas importantes publicadas nesta secta-feira, 24, mostraram que os social-democratas (SPD) perderam a liderança sobre os democratas-cristãos (CDU).

O SPD vinha liderando a corrida há semanas, mas viu sua vantagem reduzida a uma margem tão estreita que passou a ser praticamente inexistente, considerando a margem de erro das sondagens. Uma pesquisa feita pelo Civey para a emissora ZDF mostrou o SPD estável com 25% da intenções de voto, mas a CDU ganhou um ponto com relação à semana anterior e apareceu com 23%. 

Outra sondagem, do instituto Allensbach para o jornal Frankfurter Allgemeine, mostrou a disputa ainda mais acirrada. O SPD tinha 26%, perdendo um ponto porcentual com relação à sondagem anterior, do dia 8 de setembro, e a CDU contava com 25%, mantendo estável sua margem de intenção de voto com relação ao mesmo período. 

Uma terceira pesquisa, do instituto Forsa, também mostrou que a CDU ganhou um ponto porcentual em uma semana, ficando com 22%, enquanto o SPD manteve os mesmos 25% no mesmo período.

Especialistas dizem que uma das razões pelas quais a eleição alemã deste ano estar mais apertada e menos previsível do que o normal é que os candidatos são relativamente desconhecidos para a maioria dos eleitores. “Certamente não é a eleição mais entediante que já tivemos”, disse o cientista político da Universidade de Leipzig Hendrik Traeger. 

“Houve aquelas em que Angela Merkel permanecia como titular e era simplesmente uma questão sobre como ela governaria.”

Desta vez, o partido de Merkel tem lutado para energizar sua base tradicional, que até agora não conseguiu demonstrar todo seu apoio a seu candidato, Armin Laschet, um político impopular que cometeu várias gafes. 

“A questão chave é se esses eleitores vão superar o obstáculo de Laschet e votar na CDU, apesar dele”, disse Peter Matuschek, do instituto de pesquisas Forsa. “Ou se eles vão se abster de votar ou mesmo escolher outro partido.” 

Merkel em campanha

Depois de permanecer à margem da campanha, no último mês Merkel não tem poupado esforços para expressar apoio a Laschet, governador do Estado da Renânia do Norte-Vestfália. 

Ela fez um apelo ontem aos eleitores. “Para que a Alemanha permaneça estável, Armin Laschet deve se tornar o chanceler federal”, disse Merkel durante um comício em Munique. “A questão de quem governa na Alemanha não é trivial”, acrescentou a chanceler, que deixará o cenário político após 16 anos no cargo. 

A chanceler também se pronunciou contra o candidato do SPD, alertando para o cenário de vitória do social-democrata Olaf Scholz, seu atual ministro das Finanças. Merkel estará com Laschet no encerramento da campanha no reduto do candidato, na cidade de Aachen, perto da fronteira com a Bélgica.

Os verdes, com Annalena Baerbock concorrendo pela primeira vez a chanceler, aparecem em terceiro lugar nas pesquisas, mas podem acabar sendo uma peça importante na formação de um governo no caso de uma vitória dos social-democratas. Com uma campanha considerada decepcionante, o Partido Verde aparece na pesquisa com entre 15% e 17% das intenções de voto./COM AP, REUTERS e AFP

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