AP Photo/Olivier Matthys
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Partido de Merkel sofre nova derrota eleitoral na Alemanha

CDU planeja anunciar um candidato nesta segunda-feira para preparar a sucessão da chanceler, mas continua sofrendo com uma crise interna

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2020 | 19h26

HAMBURGO - O partido da chanceler alemã, Angela Merkel, sofreu nova derrota eleitoral neste domingo, 23, em Hamburgo, em meio a uma crise interna. A CDU, que busca um líder depois que o sucessor de Merkel jogou a toalha em meados de fevereiro, caiu para terceiro lugar, com cerca de 11% dos votos, em comparação com os 15,9% da eleição em 2015, segundo a rede pública ARD.

"É um desastre", disse ARD, que citou o "segundo pior resultado de todos os tempos" para o partido conservador, depois dos 9% que obteve em 1951 na cidade-Estado de Bremen.

Os social-democratas, que perdem fôlego em todo o país, ficaram com 37,5% dos votos, seguidos pelos verdes que passaram de 12,3% para mais de 25% dos votos, refletindo a onda ambiental que percorre o país desde as eleições europeias de maio de 2019.

A grande derrotada na votação, no entanto, foi a Alternativa para Alemanha (AfD), partido de extrema direita, que estaria abaixo dos 5% necessários para entrar na Câmara regional e teria que deixar o Parlamento local depois de se estabelecer em 2014 em 16 assembleias do país.

Por sua vez, os liberais do FDP também poderiam deixar a Assembleia regional se não alcançarem 5%. Esse partido estava no centro da recente crise política no estado da Turíngia, onde um liberal foi eleito para a presidência regional com o apoio da direita e da extrema direita.

A votação em Hamburgo, embora não seja muito representativa para o país como um todo, com seus 1,3 milhão de eleitores com mais de 16 anos e que geralmente votam na centro esquerda, ocorre em meio à crise de identidade do Partido Democrata Cristão de Merkel.

A CDU planeja anunciar um candidato na segunda-feira para preparar a sucessão de Angela Merkel em 2021, embora precise esclarecer sua posição em relação a polarização política. / AFP

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