Partido de Mugabe ataca professores e voluntários no Zimbábue

'NYT' afirma que governistas pretendem vencer segundo turno presidencial com intimidação e violência

Agências internacionais,

08 de maio de 2008 | 10h18

O partido governista do Zimbábue (ZANU-PF), empenhado em manter o controle do país depois de 28 anos no poder, ampliou sua campanha de intimidação e a violência inclui agora professores e até mesmo agentes humanitários, interrompendo a educação e assistências básicas das crianças pelo país, segundo afirmaram grupos humanitários, sindicalistas e educadores ao jornal The New York Times.  Os professores tem sido ameaçados pelo partido governista por terem se alinhado supostamente aos opositores durante a disputa presidencial de 29 de março. Segundo o sindicato, 2.700 educadores fugiram ou foram expulsos de salas de aula, dezenas de escolas foram fechadas e 121 delas estão sendo usadas como base para milícias ligadas ao partido do presidente Robert Mugabe para ameaçar e agredir opositores no interior do país. Além disso, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) disse que mais de metade dos 55 grupos voluntários no país foram tiveram as ações parcialmente ou totalmente suspensas. Grupos de direitos humanos e diplomatas afirmam que, apesar das afirmações que contrariam as acusações, o partido governista tenta ganhar o segundo turno das eleições presidenciais com a intimidação. Um membro do ZANU-PF, falando anonimamente sobre deliberações secretas da legenda, afirmou que o partido não tem a intenção de desistir do poder por meio das urnas. "Estamos dando ao povo do Zimbábue outra oportunidade de reparar o que fizeram, de votar corretamente," disse. "Esta é a última chance deles". Se os eleitores não decidirem por um novo mandato de Mugabe, "prepare-se para ser correspondente de guerra", disse o representante ao jornalista do NYT. (Com The New York Times)

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