Partido de Suu Kyi estuda retornar à política em Mianmar

O partido da líder do movimento pela democracia em Mianmar, Aung San Suu Kyi, informou nesta terça-feira que mais de cem líderes da legenda vão se reunir em Yangon na próxima semana para decidir se a sigla vai voltar à arena política oficial.

AE, Agência Estado

08 de novembro de 2011 | 12h44

A Liga Nacional pela Democracia (LND) - que foi dissolvida ano passado depois que Suu Kyi e os dirigentes do partido decidiram boicotar a eleição por considerá-la parte de uma estratégia dos generais para perpetuar-se no poder - vai estudar registrar-se novamente como um partido político no próximo dia 18, após o presidente de Mianmar aprovar na semana passada mudanças em algumas leis.

"Mais de cem membros do comitê central de todo o país vão participar (do encontro)", disse Han Thar Myint, porta-voz da LND, após uma reunião com líderes da legenda na casa de Suu Kyi, em Yangon. "Vamos questioná-los se haverá o registro e, então, decidir."

A LND venceu as eleições de 1990, mas nunca foi autorizada a tomar posse. O partido se afastou das eleições no ano passado por causa de regras que o forçavam a expulsar membros presos. Suu Kyi estava em prisão domiciliar na época. Ela foi liberada poucos dias depois de um pleito em novembro último, o qual foi amplamente condenado como uma farsa pelo Ocidente e marcado por alegações de fraude. Embora Mianmar agora seja governada por um governo nominalmente civil, seus postos governamentais estão preenchidos por ex-generais.

Apesar disso, o novo governo, apoiado pelos militares, surpreendeu críticos com uma série de movimentos reformistas, como o desafio à aliada China, ao congelar os trabalhos em uma barragem impopular ao norte, e realizar negociações diretas com Suu Kyi.

Uma emenda em uma lei sobre partidos políticos, endossada pelo presidente Thein Sein na última sexta-feira, também removeu a condição de que todos os partidos devem concordar em preservar a constituição de 2008 do país, segundo mídia estatal.

Suu Kyi - que criticou fortemente a constituição, parte do que o regime chamou de "mapa do caminho para a democracia" - é esperada em uma entrevista à imprensa na próxima segunda-feira para marcar o primeiro aniversário de sua libertação. As informações são da Dow Jones.

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