EFE/EPA/STRINGER
EFE/EPA/STRINGER

Partido de ultradireita vence pela primeira vez as eleições legislativas no Chipre

Direitista DISY obteve 30% dos votos; apenas 67% dos 500 mil eleitores registrados foram às urnas

O Estado de S. Paulo

23 Maio 2016 | 08h26

NICÓSIA - A abstenção recorde nas eleições legislativas greco-cipriotas deixaram no domingo um novo Parlamento fragmentado, com a entrada pela primeira vez de um partido de ultradireita, após três anos de dificuldades econômicas e de escândalos de corrupção.

Os resultados definitivos dão a vitória ao direitista DISY, partido no poder e principal força do Parlamento em final de mandato, com 30% dos votos. Já o partido da oposição, o comunista Akel, obteve 25%.

Com 3,7% dos votos, o partido de extrema direita Elam conquistou dois assentos e entrou pela primeira vez no Parlamento. O partido defende o golpe de Estado nacionalista de 1974, que buscava incorporar a ilha à Grécia e que provocou a invasão do norte do território pela Turquia.

Apenas 67% dos cerca de 500 mil eleitores registrados foram às urnas, segundo o órgão responsável. Trata-se de uma taxa de abstenção recorde - 33% - em um país onde o voto é obrigatório. Nas eleições legislativas de 2011, a abstenção foi de 21%.

Com isso, os nanicos acabaram se favorecendo. Ao todo, 8 partidos vão dividir as 56 cadeiras da Casa, 3 a mais do que na legislatura atual.

Na manhã de domingo, o presidente Nicos Anastasiadis pediu à população que fosse às urnas votar. "Convoco cada um a exercer seu direito de eleger um partido e um candidato. Quem se abstiver, depois não terá direito de reclamar", declarou, após depositar seu voto na urna.

Depois do anúncio dos resultados, Anastasiadis não escondeu sua preocupação com a alta abstenção. "A decisão de muitos eleitores de se abster deveria preocupar todos nós", lamentou.

Os dois principais partidos - DISY e AKEL - passaram a maior parte da campanha tentando convencer os eleitores a participarem da votação. /AFP

Mais conteúdo sobre:
Chipreeleiçõesdireita

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.