Partido diz que mais de 350 pessoas morreram no Iraque

Grupo sunita pediu a interrupção dos ataques e a distinção entre os rebeldes e civis

Agencia Estado

02 Julho 2007 | 09h53

O Partido Islâmico do Iraque, o principal da comunidade sunita do país, denunciou neste domingo, 1º, que mais de 350 pessoas morreram na campanha militar americana contra a organização terrorista Al-Qaeda no nordeste de Bagdá. "As operações militares que as forças americanas realizam há duas semanas no oeste de Baquba, capital da província de Diyala, causaram a morte de mais de 350 pessoas", afirma a legenda em comunicado. Segundo a nota, a maioria dos corpos ainda permanece sob os escombros das casas atacadas e bombardeadas pelas tropas americanas. "Os bairros de Mafraq, Moalemin e Al-Katun, no oeste de Baquba, sofrem uma dura ofensiva há mais de uma semana, que foi acompanhada de uma suspensão dos fornecimentos de água e eletricidade e um sério retrocesso nos serviços de atendimento médico", denuncia o partido. A nota afirma ainda que os bombardeios destruíram mais de 150 casas nas três regiões e que as tropas americanas detiveram dezenas de pessoas. O partido pediu ao governo iraquiano e às "forças de ocupação" que interrompam "o massacre e façam uma distinção entre os rebeldes e a população civil". Diyala está incluída no chamado Estado Islâmico do Iraque, anunciado em outubro com uma suposta autoridade sobre as províncias e áreas de maioria árabe sunita. A organização é formada por oito grupos armados liderados pela organização terrorista Al-Qaeda.

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