Kim Jun-bum/Yonhap via AP
Kim Jun-bum/Yonhap via AP

Partido do governo defende que presidente sul-coreana renuncie em abril

Proposta dos 128 deputados do Partido Saenuri prevê que Park Geun-hye deixe o cargo no começo do próximo ano, resultando em eleições antecipadas em junho

O Estado de S. Paulo

01 Dezembro 2016 | 11h55

SEUL - O partido governante da Coreia do Sul propôs nesta quinta-feira, 1º, formalizar em abril a renúncia da presidente Park Geun-hye, envolvida em um grande escândalo de corrupção e tráfico de influência, fato que anteciparia as eleições para junho.

A proposta dos 128 deputados do Partido Saenuri acontece depois que a presidente anunciou na quarta-feira que deixa seu cargo nas mãos do Parlamento, pedindo que o Legislativo organizasse o calendário, procedimentos legais para sua renúncia e a transferência do poder.

Enquanto isso, os três partidos opositores preparam uma moção no Parlamento para realizar um processo de impeachment da chefe de Estado, enfraquecida politicamente pelo escândalo de tráfico de influência. A oposição planejava apresentar a moção na sexta-feira, mas necessita dos votos de dois terços da Câmara dos Deputados, o que exigira o apoio de pelo menos 28 deputados do partido governante Saenuri.

Isso, no entanto, é no debate interno e parte de seus deputados, depois de virar as costas para Park e se mostrarem favoráveis ao "impeachment", parecem optar agora pela possibilidade da renúncia em abril, para evitar que a transição aconteça de maneira precipitada.

Desta forma, o Partido Democrático, principal força da oposição, anunciou que adiará a moção para semana que vem, uma vez que os legisladores do partido de Park não têm uma posição clara sobre o assunto.

Se Park Geun-hye renunciar em abril, em junho seriam realizadas as primeiras eleições presidenciais antecipadas, nas quase três décadas de democracia na Coreia do Sul.

Enquanto isso, uma pesquisa divulgada nesta quinta revelou que mais de 75% dos sul-coreanos estão a favor do "impeachment" da presidente, em que os promotores a apontam como "cúmplice" de sua amiga Choi Soon-sil em uma série de supostos crimes e atos irregulares. / EFE

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