Partido do presidente peruano pode perder representação no Congresso

Sem nenhuma possibilidade de eleger seu sucessor na presidência, o partido Peru Possível, do presidente peruano, Alejandro Toledo, está à beira de não ter sequer representação no Congresso na próxima magistratura. De acordo com uma lei que passa a vigorar a partir das eleições de domingo, somente os partidos que obtiverem mais de 4% dos votos válidos poderão eleger deputados. Segundo a última pesquisa do instituto Apoyo, o partido de Toledo tem 6% das intenções de voto para o Congresso. Como a margem de erro da sondagem é de 4,4%, para cima ou para baixo, o risco do atual grupo governista não ter nenhum deputado é bastante alto. Nas últimas eleições, em 2001, o PP obteve a maior bancada no Legislativo peruano, conquistando 47 das 120 cadeiras. Já o partido Aliança Popular Revolucionária Americana (Apra), do candidato presidencial Alan García, deve aumentar sua bancada de 28 para 36 deputados. A sondagem da Apoyo indica que a segunda maior bancada deve ser a da coalizão que sustenta a candidatura presidencial do nacionalista Ollanta Humala. Se a conservadora Lourdes Flores chegar à presidência, terá sérios problemas no Congresso unicameral: seu partido, Unidade Nacional, deve eleger apenas 25 deputados. A coligação fujimorista Aliança para o Futuro deve fazer 15 deputados. No total, 25 partidos disputam a eleição para o Congresso. O PP de Toledo chegou a lançar o candidato Rafael Belaúnde, mas a candidatura não decolou e ele desistiu da disputa em janeiro. Toledo, que durante seu mandato chegou a ter apenas 6% de aprovação popular, não tem hoje mais do que 19%.

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