AP Photo/Dolores Ochoa
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Partido equatoriano pressiona governo a divulgar suspeitos de propina da Odebrecht

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, a Odebrecht pagou US$ 35,5 milhões em propina no Equador

O Estado de S.Paulo

14 Fevereiro 2017 | 13h23

QUITO - O partido equatoriano Concertación exigiu na noite da segunda-feira, 13, que a Procuradoria Geral do Estado (FGE) revele os nomes dos envolvidos no caso de pagamento de propinas da construtora brasileira Odebrecht no país  e acusou o órgão de "ocultar as informações". Na última semana da campanha presidencial no país, o movimento acusa o governo de ocultar propositalmente os nomes dos envolvidos. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, a Odebrecht pagou US$ 35,5 milhões em propina no Equador. 

Seguidores da Concertación se concentraram em frente à sede da FGE com apitos e cartazes em uma manifestação contra a corrupção. Os militantes, que ocuparam parte da rua, também pediram aos motoristas que buzinassem em protesto. Desde que o caso corrupção da empresa brasileira ganhou repercussão, o Equador vive uma onda de rumores, sobretudo pelo desconhecimento dos nomes de quem teria recebido propina.

Segundo César Montúfar, dirigente do partido, as autoridades que deveriam fazer a investigação, como a Procuradoria e a Controladoria" não fazem "absolutamente nada". A Concertación apresenta uma lista de candidatos à Assembleia Nacional  nas eleições deste domingo. O Partido Alianza País, de Correa, é favorito para manter a maioria na Assembleia. 

A Concertación quer a renúncia do procurador-geral e a fiscalização do caso por parte da Assembleia Nacional. "Aqui não há justiça", disse Montúfar. "As instituições trabalham para encobrir os casos de corrupção. O Equador, ao contrário dos demais países onde explodiu o caso Odebrecht, é o único onde não há investigados."

Ainda de acordo com o líder da Concertación, os pedidos de assistência internacional efetuados pela Procuradoria do Estado a Brasil, EUA, Suíça e Espanha não serviram para nada. "Num momento em que o Equador está às vésperas de um processo eleitoral nós equatorianos temos o direito de saber se há algum candidato investigado pela Justiça nos EUA ou no Brasil", afirmou."Trata-sem direito fundamental para garantir a integridade do processo eleitoral". / EFE

 

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