Partido governante da Costa do Marfim rejeita plano de paz

Os legisladores do partido governante na Costa do Marfim defenderam nesta terça-feira a rejeição, pelo Legislativo, de um acordo de paz, enquanto os rebeldes advertiam que preferem lançar um ataque contra a principal cidade do país a renegociar o acordo mediado pela França. O impasse surgiu enquanto o Exército e os rebeldes trocavam acusações sobre ataques - os primeiros desde que o acordo, negociado sob o patrocínio da França, foi assinado em 24 de janeiro. As acusações sobre os ataques não puderam ser comprovadas de imediato. O representante da governista Frente Popular Marfinense, Dalaba Zozore, ao ler um comunicado redigido pelos membros do partido no Legislativo, alegou que o acordo patrocinado pela França acabou "legitimando" o movimento iniciado há 4 meses pelos insurgentes, que ocuparam metade do país do oeste da África. Zozore também acusou a França, ex-metrópole da colônia que ganhou independência como Costa do Marfim, de "apoiar uma rebelião armada contra o governo". E apelou a seus companheiros no Legislativo para que doem seus salários a fim de ajudar a pagar o esforço de guerra do governo do presidente Laurent Gbagbo.

Agencia Estado,

04 de fevereiro de 2003 | 17h37

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