Franck Robichon/EFE/EPA
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Partido governante do Japão elege Fumio Kishida como sucessor de Yoshihide Suga

O ex-chanceler venceu a disputa pela liderança do principal partido do país e, com isso, assegurou a posse do cargo; o atual mandato de Suga termina no próximo dia 21 de outubro

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2021 | 04h41
Atualizado 29 de setembro de 2021 | 11h41

TÓQUIO - O ex-chanceler japonês Fumio Kishida deve se tornar o próximo primeiro-ministro do Japão após vencer as eleições para a liderança do Partido Liberal Democrata (LDP, na sigla em inglês), realizadas nesta quarta-feira, 29. O mandato do atual premiê Yoshihide Suga se encerra em cerca de um mês

Aos 64 anos, Kishida é visto como um membro do establishment que, assim como seus antecessores, apoia uma forte aliança entre os Estados Unidos e o Japão, além de  demonstrar preocupação com a forte expansão militar da China. O ex-chanceler também é a favor de gastos governamentais agressivos - na casa das centenas de bilhões de dólares - para recuperar a economia japonesa do baque causado pela pandemia da covid-19.

No primeiro pleito entre quatro candidatos à liderança do partido, que domina a política japonesa, Kishida teve votação muito próxima à do principal adversário, o ex-ministro do Exterior e da Defesa Taro Kono, que tinha mais apoio entre os membros do baixo escalão. Na segunda disputa, realizada nesta quarta, Kishida recebeu 257 votos, contra 170 do rival.

O Parlamento japonês deve se reunir na próxima segunda, 4, para escolher o novo premiê, e Kishida tem a vitória assegurada porque seu partido controla o Legislativo. Ele sucederá a Yoshihide Suga, que anunciou sua renúncia ao cargo no início de setembro após uma alta nos casos da covid no país.

O primeiro desafio de Kishida será manter a maioria parlamentar do LDP na câmara baixa do Parlamento em eleições que podem ser realizadas em 7 ou 14 de novembro. Pesquisas recentes sugerem que a legenda, que governa o Japão há 66 anos, deve vencer, em parte pela redução do contágio pela pandemia.

Kishida defendeu ao longo da campanha que o Japão precisa considerar a criação de uma capacidade de ataque com mísseis para se proteger de potenciais ameaças, inclusive por parte da China e da Coreia do Norte. Ele disse que com o sistema, o Japão não faria o primeiro ataque, mas teria direito a se defender caso fosse atacado./DOW JONES NEWSWIRES e REUTERS

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