Partido governante na Finlândia perde cadeiras nas eleições

O Partido de Centro do primeiro-ministro finlandês, Matti Vanhanen, e seus aliados social-democratas foram punidos pelos eleitores nas eleições realizadas no domingo, 18, na Finlândia, ao perder 4 e 8 cadeiras respectivamente, embora os centristas continuem como principal força política do país.Ao final da apuração, os centristas conseguiram 51 das 200 cadeiras do Eduskunta (Parlamento) com 23,1% dos votos, menos que nas eleições de 2003."Esperava melhores resultados, mas continuamos sendo o maior partido da Finlândia", disse Vanhanen à imprensa, após saber dos resultados da apuração.A grande surpresa da votação foi o forte avanço da conservadora Coalizão Nacional, o principal partido da oposição, que ficou prestes a superar os centristas e transformou-se na segunda força política do país nórdico, deslocando os social-democratas.A Coalizão Nacional, liderada pelo jovem Jyrki Katainen, de 35 anos, subiu 3,7 pontos e conseguiu 22,3% dos votos, obtendo 50 cadeiras - 10 a mais que nas eleições anteriores.Outros partidosO partido mais prejudicado nas eleições foi o SDP, liderado pelo ministro das Finanças finlandês, Eero Heinäluoma, principal parceiro dos centristas na coalizão de governo.Os social-democratas obtiveram 21,5% dos votos, quase três pontos a menos que em 2003, por isso, perdem 8 cadeiras e passam a ser a terceira força política da Finlândia, com 45 deputados.Este resultado abre novas possibilidades diante da formação do governo, já que Vanhanen poderia prescindir do SDP e criar uma coalizão de centro-direita junto com os conservadores.Os ex-comunistas da Aliança de Esquerda continuam como a quarta força política do país, com 8,8% dos votos e 17 cadeiras, na frente dos Verdes, com 8,5% dos votos e 15 deputados.As outras forças políticas que conseguiram entrar no Parlamento foram o Partido Popular Sueco (9 cadeiras, uma a mais que em 2003), os democrata-cristãos (7 cadeiras) e o grupo ultraconservador Verdadeiros Finlandeses, que conseguiu 5 cadeiras.A participação definitiva, de 67,8%, foi menor do que se esperava e dois pontos inferior à das eleições anteriores.

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