Partido governista do Egito conquista 83% do Parlamento

O partido governista do Egito obteve uma vitória esmagadora nas eleições parlamentares, conquistando pelo menos 83% das 500 cadeiras que estavam em disputa, indicam resultados quase totalizados do segundo turno, divulgados hoje. A oposição alegou fraudes generalizadas, em um processo marcado por protestos e a violência tanto no primeiro turno quanto no segundo, que aconteceu ontem. O presidente do Egito, Hosni Mubarak, indica mais dez deputados para a assembleia de 508 cadeiras.

AE, Agência Estado

06 de dezembro de 2010 | 20h27

O desfecho deixa o Partido Nacional Democrático com controle firme do Parlamento e seus rivais da oposição da Irmandade Muçulmana completamente afastados do processo político oficial. Proscritos há vários anos, os políticos da irmandade Muçulmana concorriam como independentes.

Antes das eleições, as forças de segurança conduziram uma forte repressão aos políticos da Irmandade, detendo cerca de 1,4 mil partidários. A Irmandade boicotou o segundo turno das eleições após ter fracassado em conquistar uma só cadeira no primeiro turno, o qual ela denunciou também ter sido marcado por fraudes generalizadas.

O grupo de organizações dos direitos humanos Coalizão Independente de Observadores para as Eleições pediu a Mubarak que anule o sufrágio e use os poderes constitucionais para dissolver o Parlamento apenas eleito. "Os padrões de transparência não foram respeitados na mais alta escala. A fraude contra os cidadãos terá virado a lei regulando essas eleições", afirmou o grupo.

A Irmandade Muçulmana teve uma reação verbal mais dura. "O novo Parlamento não tem nenhuma legitimidade e precisa ser dissolvido", disse o porta-voz do grupo, Mohammed Morsi. As informações são da Associated Press.

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