Partido governista sul-africano decide o futuro do presidente

Partidários do rival na legenda, Jacob Zuma, querem que Thabo Mbeki, renuncie ao cargo

BBC Brasil, BBC

19 de setembro de 2008 | 11h44

Integrantes do Comitê Executivo Nacional do partido que governa a África do Sul, Congresso Nacional Africano (CNA), estão reunidos nos próximos três dias para discutir o futuro do presidente do país, Thabo Mbeki. O presidente sul-africano está sendo pressionado a deixar o cargo depois de uma decisão judicial que sugeriu que houve interferência política na decisão de indiciar seu rival no partido, Jacob Zuma, por acusações de corrupção e fraude.   O caso contra Zuma foi rejeitado por um juiz na semana passada. o gabinete da Presidência emitiu nota negando interferência no caso contra Zuma e dizendo que fazer alegações sem ter os fatos para suportá-las "empobrece a sociedade". A pressão sobre Mbeki ocorre justamente no momento em que o líder sul-africano vem sendo elogiado pelo seu papel como mediador do acordo que criou o governo de união nacional no Zimbábue.   O racha dentro do CNA entre os partidários de Mbeki e de Zuma, os dois principais líderes do partido, é antigo. o Comitê Executivo do CNA é composto em sua maioria por correligionários de Zuma, que derrotou Mbeki na disputa pela Presidência do partido em dezembro passado e que será o candidato do partido à Presidência no próximo ano.   O comitê não pode forçar Mbeki a deixar o cargo, mas, de acordo com correspondentes, pode levar a disputa ao Parlamento. Se uma moção de desconfiança no governo for aprovada no Legislativo, poderá ser convocada uma eleição antecipada. Mbeki perdeu a liderança do CNA para Zuma em dezembro passado, fazendo do adversário o candidato do partido à Presidência, previstas para o próximo ano.

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