Fethi Belaid/AFP
Fethi Belaid/AFP

Partido islâmico defende novas eleições na Tunísia

Presidente acusado de golpe destituiu ministros e congelou atividades do Parlamento no último domingo, 25

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2021 | 20h41

TÚNIS - O partido islâmico Ennahdha, principal força do Parlamento tunisiano ao qual pertence o primeiro-ministro destituído no domingo pelo presidente Kais Saied, anunciou nesta terça-feira, 27, que está preparado para realizar eleições antecipadas para proteger a democracia e evitar um regime autocrático. O presidente destituiu ministros e congelou as atividades do Parlamento no domingo e enquanto a medida vigorar – prazo legal é de 30 dias – viagens entre as cidades estão proibidas, assim como reuniões de mais de três pessoas nas ruas. Um toque de recolher vigora agora entre as 19 e 6 horas. 

Após a remoção do premiê Hichem Mechichi, o partido exortou os cidadãos a defenderem seus direitos e liberdades, mas cessarem os protestos nas ruas e não permitir que a contrarrevolução ganhe legitimidade com a violência e o derramamento de sangue que os “bandidos organizados” buscam. Horas antes do anúncio do Ennahdha, Mechichi anunciou que aceitava sua destituição assim como a transferência pacífica de poderes para não se tornar um elemento perturbador que complique ainda mais crise do país. 

As medidas decretadas por Saied marcam o processo de centralização de poder no presidente, ainda que ele negue que esteja dando um golpe. Segundo a narrativa oficial, as medidas não estão relacionadas à política, e sim à prevenção à covid-19 – cujo aumento de casos foi um dos fatores que provocou a mobilização popular. / EFE, REUTERS e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.