Partido Popular vence na Galícia mas perde no País Basco

O Partido Popular da Espanha, do primeiro-ministro Mariano Rajoy, manteve o controle da região da Galícia, mas ficou atrás de dois partidos nacionalistas no País Basco, após as eleições regionais realizadas ontem. Os resultados foram considerados reações divergentes à forma como o atual governo central vem lidando com a crise de dívida espanhola.

AE, Agência Estado

22 de outubro de 2012 | 08h25

Com a contagem dos votos praticamente encerrada, o partido conservador de Rajoy obteve 41 dos 75 assentos no Parlamento da Galícia, três a mais que o Partido dos Trabalhadores Socialistas da Espanha e dois partidos rivais menores. No País Basco, o Partido Popular e os Socialistas obtiveram um total de 26 dos 75 assentos do Parlamento, menos do que os 38 que tinham antes. O Partido Nacionalista Basco (PNV) - que é o maior partido no Parlamento local - ficou com 27 assentos, abaixo de 30 anteriormente, e o radical bloco EH Bildu conseguiu 21 assentos.

A votação para os Parlamentos locais foi o primeiro teste eleitoral sobre os esforços que Rajoy fez nos seus 10 meses de governo para fortalecer as finanças da Espanha e conter o separatismo em partes do país. A eleição na Galícia, que foi dominada pelo Partido Popular em 24 dos 31 últimos anos, é considerada um indicador melhor sobre o sentimento dos espanhóis com relação às medidas de austeridade de Rajoy.

O resultado das eleições na Galícia darão a Rajoy algum espaço de manobra para implementar medidas de austeridade econômica; já os resultados no País Basco poderão se transformar em uma nova dor de cabeça para o premiê: uma representação parlamentar surpreendentemente forte dos separatistas em uma região que vem se recuperando de décadas de violência em prol da independência.

Inigo Urkullu, líder do PNV, deverá se tornar o presidente do País Basco, mas precisará de apoio de partidos menores para aprovar legislações. Em discurso a eleitores ontem, Urkullu não sinalizou se vai se aproximar do EH Bildu ou de partidos não nacionalistas. O EH Bildu surgiu do braço político do ETA, o grupo terrorista que há um ano abriu mão da violência usada em busca da independência da região, mas o bloco também inclui partidos que são contrários à violência.

Laura Mintegi, a escritora de literatura basca que lidera o EH Bildu, fez uma campanha contra os esforços do governo da Espanha para centralizar a autoridade e impor cortes no orçamento dos governos regionais espanhóis. Ontem ela afirmou a eleitores que planeja trabalhar para transformar o País Basco em uma nova nação europeia. As informações são da Dow Jones.

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