AFP PHOTO / Alberto PIZZOLI
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Partido populista diz que sua presença no próximo governo da Itália é ‘inevitável’

O candidato do Movimento 5 Estrelas, Luigi Di Maio, pediu a todas as legendas que dialoguem com ele porque ‘se não, será difícil fazer alguma coisa nesta legislatura’; em entrevista, Silvio Berlusconi disse que apoiará o líder da Liga Norte nas negociações para formar um novo governo no país

O Estado de S.Paulo

07 Março 2018 | 09h54

ROMA - O candidato a primeiro-ministro pelo Movimento 5 Estrelas (M5S), Luigi Di Maio, afirmou na terça-feira 6 que é inevitável que seu partido esteja no próximo governo da Itália, e fez um chamado a todas as legendas para que dialoguem com ele porque "se não, será difícil fazer alguma coisa nesta legislatura".

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Di Maio realizou um grande ato no município italiano de Pomigliano d'Arco, perto de Nápoles, onde o M5S obteve 64,95% dos votos, e foi recebido aos gritos de "primeiro-ministro".

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No seu discurso, agradeceu aos eleitores que confiaram na sua legenda a qual, faltando a apuração final, foi o partido mais votado do país. Ele também prometeu que tentará buscar os acordos necessários para formar um Executivo.

As eleições gerais de domingo foram vencidas pela coalizão de direita, formada por Força Itália (FI), Liga Norte e Irmãos da Itália, com cerca de 37% dos votos. Sozinho, o M5S ficou em segundo lugar, com 32,68%, e o governista Partido Democrata (PD) em terceiro, com cerca de 18,8%.

Nenhum deles tem maioria suficiente para governar, razão pela qual serão necessários os acordos para evitar uma repetição das eleições. "Inevitavelmente estamos projetados para o governo deste país", disse Di Maio, entre aplausos dos presentes. "Estamos dispostos ao diálogo com todos, mas eles devem vir falar conosco porque se não será difícil fazer alguma coisa nesta legislatura", acrescentou.

Direita

O ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi apoiará o líder da Liga Norte nas tentativas de formar um novo governo, disse ele em entrevista a um jornal nesta quarta-feira, 7. Os partidos da coalizão de centro-direita concordaram durante a campanha que o líder da legenda que conquistasse a maior parcela dos votos dentro da aliança lideraria o governo.

Em uma derrota pessoal para Berlusconi, a Liga Norte superou o partido dele, o Força Itália, na eleição de domingo, com 17% dos votos contra 14% da FI.

“Em total respeito a nossos acordos, nós agora iremos apoiar com lealdade as tentativas de (Matteo) Salvini para formar um governo”, disse Berlusconi ao jornal Corriere della Sera. / EFE e REUTERS

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