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Partido retira candidatura de princesa da Tailândia para primeira-ministra

Decisão foi anunciada após rei e irmão desaprovarem envolvimento da família real na política do país

Redação, O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2019 | 06h05

O partido Thai Raksa Chart anunciou neste sábado, 9, a retirada da candidatura da princesa Ubolratana Mahidol, 67 anos, para o cargo de primeira-ministra da Tailândia nas eleições de março. A decisão foi tomada após declarações negativas do irmão de Ubolratana e atual rei do país, Maha Vajiralongkorn, 66 anos.

“O partido Thai Raksa Chart submete-se à ordem real”, informou a sigla que é comandada por Thaksin Shinawatra, um bilionário que foi premiê entre 2001 e 2006 e acabou derrubado por um golpe militar. 

Após o anúncio da candidatura da princesa nesta sexta-feira, 8, o rei Vajiralongkorn classificou a ideia como “inapropriada e inconstitucional” e afirmou que o envolvimento da família real na política entra em conflito com as tradições, costumes e cultura do país.

"A candidatura de Ubolratana claramente cruzou a linha vermelha e colocou a instituição (real) em risco", avalia Puangthong Pawakapan, professora de ciência política da Universidade Chulalongkorn, em Bangcoc.

A especialista considera que as declarações negativas do palácio real selaram o destino de Ubolturatana e impediram sua possibilidade de fazer história como a primeira princesa a se tornar líder de um governo civil.

Atleta, atriz e cantora, Ubolturatana morou na Califórnia por 26 anos e chegou a abandonar seus títulos reais depois de se casar com o americano Peter Jensen, em 1972. Após o divórcio, em 1994, voltou para a Tailândia e é considerada membro da família real. / AFP

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