Partido sinaliza que filho de Kim Jong-il será seu sucessor na Coreia do Norte

Jovem general deve ser o terceiro comandante da ditadura hereditária da Coreia do Norte

AE-AP, Agência Estado

08 de outubro de 2010 | 10h44

A Coreia do Norte deu hoje a primeira sinalização política pública clara de que Kim Jong-un, filho do presidente Kim Jong-il, deve suceder o pai no comando do país. A informação foi transmitida pelo funcionário de alto escalão do partido comunista, Yang Hyong Sop, que concedeu uma entrevista exclusiva à agência de notícias Associated Press na capital norte-coreana, Pyongyang.

"Nosso povo se sente honrado em servir ao grande presidente Kim Il-sung e ao grande líder Kim Jong-il", afirmou o funcionário, referindo-se ao fundador da Coreia do Norte e ao atual chefe de Estado, respectivamente. "Agora, também temos a honra de servir ao jovem general Kim Jong Un," acrescentou.

Yang Hyong Sop é membro do escritório político do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte e vice-presidente do Parlamento nacional. Os comentários de Yang foram a primeira sinalização política pública clara sobre a sucessão.

Avô do provável futuro líder, Kim Il-sung fundou o país em 1948, impondo uma política de autossuficiência. Hoje, porém, o país está empobrecido e desenvolve programas bélicos polêmicos na área nuclear e de mísseis.

Em 1994, o filho do fundador, Kim Jong-il, assumiu o comando do país quando o pai morreu, no que foi a primeira transferência hereditária de poder no mundo comunista.

O novato Kim Jong-un, terceira geração do poder, era praticamente desconhecido fora da Coreia do Norte antes de aparecer em público na semana passada, em reunião da comissão militar central do governista Partido dos Trabalhadores da Coreia.

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