Partido suíço quer processar brasileira

O Partido do Povo da Suíça (SVP), de extrema direita, quer abrir um processo contra a brasileira Paula Oliveira, sob a acusação de ter "inventado" o ataque que diz ter sofrido uma semana atrás. Enquanto autoridades e parentes acumulam contradições, o partido tenta ganhar publicidade com o caso, que qualifica de "uma farsa". Ontem, a polícia insistiu que ainda não tem uma conclusão definitiva, mas indicou que a tese da automutilação ainda é a mais provável.Paula disse ter sido atacada e, por isso, sofreu um aborto. Em seu corpo, os supostos agressores teriam talhado as letras SVP, em referência ao partido que defende posições duras contra a imigração. Ontem, um site publicou que ela teria admitido a um amigo que poderia ter sofrido o aborto antes da suposta agressão."Nosso partido está pedindo para que as autoridades abram um processo contra Paula Oliveira por ter inventado um crime que resultou em investigações caras ao contribuinte suíço", afirmou Alain Hauert, porta-voz do SVP. "Ela precisa de ajuda profissional e acho que será mais bem assistida no Brasil." Ele garante que não está propondo a expulsão de Paula.Paulo de Oliveira, pai da brasileira, garante que caberá à filha decidir onde vai querer ir após deixar o hospital: "Paula tem residência fixa na Suíça, (...) não provocou nenhum distúrbio público. Ela é livre para fazer o que quiser."CORREÇÃODiferentemente do que publicou o Estado, o governo brasileiro não pressiona Paula a tomar nenhum tipo de decisão.

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