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Partido ultraortodoxo vai integrar novo governo de Israel

Em troca de apoio a Netanyahu, Shas deverá controlar quatro ministérios

ASSOCIATED PRESS, O Estadao de S.Paulo

24 de março de 2009 | 00h00

O provável futuro primeiro-ministro de Israel, Binyamin "Bibi" Netanyahu, deu mais um passo ontem para a formação de uma coalizão majoritária no Parlamento, depois que o partido ultraortodoxo Shas anunciou que integrará seu governo. A entrada da legenda religiosa confirma as expectativas de que o futuro gabinete estará fortemente inclinado para o campo direitista.Na semana passada, Bibi havia firmado um acordo com Avigdor Lieberman, líder do partido de ultradireita Israel Beiteinu e principal revelação das eleições de 10 de fevereiro. Com o pacto, a pasta das Relações Exteriores poderá ficar com Lieberman - figura polêmica, acusada de racismo por defender um juramento de fidelidade ao Estado judeu a todos os cidadãos árabes-israelenses.Em troca do apoio a Netanyahu, o Shas deverá controlar quatro ministérios e assegurar benefícios à comunidade ultraortodoxa sefardita, sua base eleitoral. Entre as pastas cedidas por Bibi, estão os estratégicos ministérios da Habitação, que controla a construção de colônias na Cisjordânia, e o do Interior, responsável pela concessão de cidadania. O Shas opõe-se radicalmente à negociação de Jerusalém Oriental, de maioria árabe, em um eventual acordo com a Autoridade Palestina (AP) e defende a ampliação da colonização israelense na Cisjordânia.Netanyahu, que se havia comprometido em formar uma ampla coalizão, ainda negocia a entrada do Partido Trabalhista em seu governo. Um acordo com os trabalhistas, liderados pelo atual ministro da Defesa Ehud Barak, daria mais estabilidade política e legitimidade internacional ao futuro gabinete. A legenda de Barak reivindica o Comitê de Constituição, Lei e Justiça do Parlamento como forma de "garantir o sistema judiciário", em um futuro governo dominado pela direita. O cargo, porém, já foi prometido ao Israel Beiteinu.Chefe da Defesa, Barak articulou as fracassadas negociações para libertar o cabo israelense Guilad Shalit, capturado em 2006 pelo Hamas. Ontem, uma multidão manifestou-se na Faixa de Gaza pela libertação de palestinos detidos em prisões israelenses.

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