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Partido usa Chapolin em propaganda no Paraguai

O principal personagem do programa infantil mexicano Chapolin Colorado tornou-se esta semana o centro de uma disputa política no Paraguai. O problema começou quando o opositor Partido Colorado - que perdeu as eleições presidenciais do ano passado após 61 anos no poder - resolveu espalhar pelas ruas de Assunção cartazes políticos no qual aparecem o símbolo do partido e uma caricatura do Chapolin.

Efe, ASSUNÇÃO, O Estadao de S.Paulo

10 de setembro de 2009 | 00h00

"Sempre poderá nos defender", dizia o texto do cartaz, em referência a um bordão do programa. Não demorou muito para outros grupos políticos chiarem. E logo a fundação que representa os direitos do humorista Roberto Gómez Bolaños, criador e intérprete do personagem, ameaçou abrir um processo pelo uso indevido de sua imagem.

"Estamos avaliando as medidas legais (que podem ser tomadas) para assegurar que a imagem do Chapolin Colorado não seja usada com uma conotação política", afirmou, em entrevista à imprensa paraguaia, o representante da Fundação Roberto Gómez Bolaños, Jorge Luis Arnau.

Na dúvida, os cartazes começaram a ser recolhidos ontem à tarde. A senadora Lilian Samaniego, presidente do Partido Colorado, admitiu que não pediu autorização para usar a imagem do Chapolin, mas tentou se justificar. "Nossa intenção não era lucrar com isso", disse Samaniego.

Chapolin e Cháves, outro personagem de Bolaños, por muitos anos fizeram parte do imaginário infantil em toda a América Latina. O presidente boliviano, Evo Morales, também os cita com alguma frequência em seus discursos. "Não haverá Chapolin Colorado para resolver os problemas da Bolívia", costuma dizer Evo.

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