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Partidos colombianos expulsam congressistas ligados às AUC

Três dos cinco congressistas colombianos detidos ou processados pela Corte Suprema de Justiça (CSJ), que investiga supostas conexões de legisladores com a organização paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), foram expulsosneste sábado, 17, de seus partidos, informaram fontes políticas.Os presidentes do movimento Alas-Equipo Colombia, Luis Alfredo Ramos, e da Convergência Cidadã, Luis Alberto Gil, decidiram pela expulsão após avaliar a situação jurídica dos seus afiliados. Ramos, ex-senador de origem conservadora, anunciou em Medellín a saída do senador Álvaro Aráujo Castro, irmão da ministra das Relações Exteriores, María Consuelo Araújo Castro.Ele esclareceu que a CSJ processa Araújo Castro por eventos anteriores a 2002, ano quando o senador entrou para o partido, que integra a coalizão eleitoral e parlamentar do presidente Álvaro Uribe.O congressista está sendo processado por associação criminosa e seqüestro, por ser supostamente ligado às AUC. O Tribunal já investiga 14 legisladores por supostas conexões com a organização paramilitar.ExpulsosOs outros expulsos são o senador Luis Eduardo Vives e o representante na Câmara Jorge Luis Caballero, ambos da Convergência Cidadã.Araújo e Vives foram detidos na quinta-feira, assim como os senadores Mauricio Pimiento, do Partido do U (criado pelos seguidores de Uribe), e Dieb Maloof, do movimento Colômbia Viva, de origem liberal e também próximo ao governo.O deputado Alfonso Campo Escobar, do Partido Conservador Colombiano, também da coalizão governamental, foi o quinto detido. Jorge Luis Caballero, do movimento Apertura Liberal, outro aliado de Uribe, não foi detido por estar fora do país. GravaçõesAlém dos cinco congressistas detidos pelo CSJ, a Promotoria colombiana entregou à corte gravações que podem associar o senador Ciro Ramírez, do Partido Conservador, com a AUC.Conversas telefônicas interceptadas, datadas de 2006, revelaram supostos vínculos de Ramírez com um grupo paramilitar. Elas mostram que o congressista teve como interlocutor Henry de Jesús López Londoño, considerado o segundo no comando dos grupos dirigidos pelo desmobilizado "Don Berna", pseudônimo de Diego Fernando Murillo, um dos chefes das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).As provas teriam sido obtidas num processo por narcotráfico e lavagem de dinheiro e deverão ser avaliadas pelo alto tribunal.

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