Leonardo Muñoz / Efe
Leonardo Muñoz / Efe

Partidos de esquerda anunciam adesão a Santos no 2º turno na Colômbia

Ex-senadora Piedad Cordoba e candidata a vice apoiam reeleição e negociações com as Farc

O Estado de S. Paulo,

30 Maio 2014 | 09h10

BOGOTÁ -  A União Patriótica (UP) e Marcha Patriótica, os movimentos políticos mais à esquerda do espectro político colombiano anunciaram na madrugada desta sexta-feira, 30 apoio à reeleição do presidente Juan Manuel Santos, que disputa o segundo turno das eleições, em 15 de junho, contra o uribista Oscar Iván Zuluaga.

O respaldo inédito a Santos, um político de centro-direita, se deve, segundo analistas, às negociações de paz que o governo iniciou com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em novembro de 2012 em Cuba.

"Pensamos que o melhor neste momento é apoiar ao candidato que abriu os diálogos e que vai pelo caminho da solução política e negociada", disse em entrevista coletiva o líder da UP, Aída Avella."Nosso dever é impedir que a guerra volte a este país"

Avella, que passou 17 anos no exílio na Suíça após sair ilesa de um atentado sofrido em 1996 em Bogotá, concorreu nas eleições de domingo como companheira de chapa à vice-presidência de Clara López, do Polo Democrático Alternativo (PDA), coalizão que obteve o quarto lugar com quase dois milhões de votos (15,23%).

A Marcha Patriótica, movimento político que nasceu em 2012 como um conglomerado de organizações camponesas e estudantis e que desde o governo de Santos foi relacionado em diversas ocasiões com as Farc, também divulgou apoio à reeleição do presidente.

O líder da Marcha Patriótica, a ex-senadora Piedad Córdoba, disse que o fim do conflito é o "grande anseio" da Colômbia. "A paz tem a ver com tudo. Conseguir a paz gerará condições para finalmente construir um novo país", manifestou Piedad .

O jornal El Espectador publicou que a direção nacional da Marcha Patriótica se reunirá com Santos na próxima terça-feira para formalizar o apoio. Antes do primeiro turno, Santos recebeu o apoio de Progressistas, outro bloco de esquerda liderado pelo prefeito de Bogotá, Gustavo Petro. / EFE

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