Partidos definem nos próximos dias coalização na Irlanda

As negociações para formar um novo governo na Irlanda devem ser finalizadas nos próximos dias. Os partidos que devem formar uma coalizão se concentram nas reuniões com outros membros da União Europeia, consideradas cruciais para o futuro econômico do país. A contagem de votos da eleição de sexta-feira entra, hoje, em seu segundo dia e o partido de centro-direita Fine Gale parece estar abaixo de uma maioria de assentos no novo Parlamento irlandês. Com isso, o novo governo provavelmente será formado por uma coalizão com o Partido Trabalhista. Os dois partidos têm um histórico de trabalhos conjuntos em governos de coalizão.

AE, Agência Estado

27 de fevereiro de 2011 | 10h17

O Fine Gael precisa de 83 assentos para formar um governo próprio, mas se conseguir garantir 80 assentos pode ainda contar com o apoio de alguns dos muitos membros independentes do novo Parlamento. No início do segundo dia de contagem, dos 131 assentos que foram definidos, o Fine Gael tinha apenas 59, o Partido Trabalhista 32 e o Fianna Fain tinha 14, ficando o Sinn Fein com 13 assentos. Candidatos não afiliados a esses partidos tinham 14 assentos.

O líder do Fine Gael, Enda Kenny, será o próximo primeiro-ministro. Ele disse que as negociações para formar um novo governo terão que ser finalizadas nos próximos dias. "Não quero uma situação em que as negociações se arrastem", disse. "Não se quer que seja enviado o sinal errado de indecisão para os governos europeus antes das reuniões em março."

Em novembro, a Irlanda se tornou o segundo membro da zona do euro - que reúne os 17 países que utilizam o euro como moeda - a buscar ajuda externa quando investidores pararam de comprar seus bônus do governo. A Irlanda negociou 67,5 bilhões de euros em empréstimos com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os termos desse acordo se tornaram uma questão central da campanha eleitoral.

Líderes da zona do euro vão se reunir em 11 de março para discutir planos para ajustar mecanismos permanentes de resposta a crises de dívida soberana, assim como reformas econômicas para impedir essas crises. Líderes europeus esperaram alcançar um acordo sobre as reformas em uma cúpula nos dias 24 e 25 de março. As informações são da Dow Jones.

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