Partidos do leste do Sudão reconhecem derrota, mas acusam fraude

Poucas urnas foram apuradas, mas contagem dos votos revela vitória do partido do presidente do país

20 de abril de 2010 | 23h17

Reuters

 

CARTUM- Dois partidos da região leste do Sudão acusaram nesta terça-feira, 20, o partido do presidente Omar Hassan al-Bashir de usar fraude e intimidação para garantir a vitória nas eleições nessa área, logo após os Estados Unidos afirmarem que houve "graves irregularidades" nas votações.

 

O Sudão está realizou eleições regionais e presidenciais abertas pela primeira vez em 24 anos, como parte de um acordo de paz cujo objetivo era trazer a democracia de volta ao país petroleiro, após décadas de guerra civil.

 

Grande parte da oposição boicotou os procedimentos antes da votação devido a supostas irregularidades, e os observadores afirmaram que as eleições não cumpriram com as normas internacionais.

 

As autoridades, no entanto, estão fazendo a contagem de votos em muitas áreas, mas os poucos resultados anunciados até agora apontam uma grande vitória do Partido Do Congresso Nacional (PCN), liderado pelo presidente do país.

 

Os Estados Unidos já haviam afirmado que as eleições não foram livres nem justas, e fez suas críticas nesta terça. "Houve informes de intimidação e ameaças de violência no sul do Sudão; o conflito em curso em Darfur não permitiu um ambiente propício para as eleições, e as deficiências nos preparativos técnicos da votação deram lugar a graves irregularidades", afirmou a Casa Branca em um comunicado.

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