Partidos formam coalizão de governo na Holanda

Os dois partidos da Holanda que receberam mais votos na eleição do mês passado chegaram a um acordo para a formação de um governo, que deverá manter a atual política de austeridade como parte de esforços para sanar as finanças do país, segundo o Wall Street Journal. O Partido Liberal, do primeiro-ministro Mark Rutte, e o esquerdista Partido Trabalhista, liderado por Diederik Samsom, fecharam o pacto no fim de semana. Nesta segunda-feira os dois anunciaram o pacto e disseram que cortarão 16 bilhões de euros (US$ 20,6 bilhões) no orçamento até 2017.

AE, Agência Estado

29 de outubro de 2012 | 17h30

"Colocar as contas do governo em ordem é uma prioridade absoluta", disse Rutte. Será o segundo mandato de Rutte como premiê holandês e sua administração deverá tomar posse na próxima semana. O trabalhista Samsom reconheceu que o acordo apertará o cinto dos holandeses, que vivem em um dos países mais estáveis da Europa e um dos únicos europeus que conseguiram manter a classificação AAA pelas três maiores agências classificadoras de risco soberano. "Não dá para dizer que estou feliz com esse acordo porque todos teremos que fazer sacrifícios", disse Samsom a repórteres no Parlamento.

Os partidos Liberal e Trabalhista, juntos, terão 79 das 150 cadeiras do Parlamento holandês.

O pacto foi fechado após um período relativamente curto de negociações, que teve início após as eleições gerais de 12 de setembro. Rutte e Samson haviam prometido que chegariam logo a um entendimento em face da crise fiscal da zona do euro e dos desafios enfrentados pela economia holandesa.

Recentemente, os líderes holandeses fecharam as medidas de austeridade do orçamento de 2013 com o objetivo de reduzir o déficit nacional para algo abaixo do limite estabelecido na União Europeia, de 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

A Holanda é um dos países mais ricos da zona do euro e tem participação chave nos pacotes de resgate concedidos às economias fragilizadas da região. No entanto, diante do ressentimento local causado pelos programas de ajuda, os holandeses têm apoiado a postura liderada pela Alemanha, que prega grandes cortes em gastos públicos e rápidas reestruturações econômicas em troca de novos empréstimos.

Durante a campanha eleitoral, Rutte prometeu que a Holanda não concederá mais ajuda à Grécia e não descartou a possibilidade de os gregos serem obrigados a abandonar o euro.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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