Partidos gregos pedem união para governar o país

Os líderes do partido socialista Pasok e do partido conservador Nova Democracia, que governam a Grécia, pediram coalizão ampla para governar o país, após terem perdido maioria no Parlamento nas eleições ocorridas nesse domingo, conforme sugerem as pesquisas preliminares. Provavelmente, os dois partidos precisarão do apoio de pelo menos um terceiro partido para que as novas reformas sejam aprovadas no Parlamento.

CYNTHIA DECLOEDT, Agência Estado

06 Maio 2012 | 19h00

Antonis Samaras, líder da Nova Democracia, convocou os partidos pró-europeus a juntarem-se a ele para formar um governo de coalizão que buscaria mudanças no rígido programa de austeridade grego. "Assumiremos a responsabilidade de formar um governo de salvação nacional, com dois objetivos diretos: manter o país na zona do euro e modificar o memorando (de entendimento com parceiros dos setores formais da Grécia) de políticas de forma que possa haver crescimento e alívio à sociedade", disse Samaras em discurso na TV cerca de quatro horas após as urnas terem sido fechadas.

"Submeto hoje esse convite aberto a todos os poderes que aceitam o caminho europeu do país e a necessidade de mudar a política econômica", acrescentou. Samaras disse que entende a resposta da população e que seu partido não pode deixar o país sem governo.

O líder do partido socialista Pasok, Evangelos Venizelos, também convocou os partidos para governar o país. "Um governo bipartidário de coalizão pode não ter uma legitimidade adequada, nem domesticamente nem internacionalmente, mesmo conseguindo uma maioria marginal no Parlamento", disse também na TV.

Venizelos propôs a formação de uma grande coalizão que incluiria uma variedade de pequenos partidos, muitos dos quais se opõem ao programa de austeridade, desde que concordem com princípios básicos de manutenção da Grécia no euro.

"Um governo de união nacional, com a participação, sem exceção, de todos os poderes que declarem ser a favor de um modo ou outro a orientação europeia do país, independente de sua posição no memorando e no programa de empréstimo, é o que vale", disse. "Esperamos pela resposta dos partidos", concluiu. As informações são da Dow Jones.

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