Partidos islâmicos ganham força no Paquistão

Uma coalizão de partidos religiosos pró-talibã ganhou uma legislatura provincial próximo da fronteira com o Afeganistão, segundo os primeiros resultados oficiais das eleições parlamentares do Paquistão divulgados na manhã desta sexta-feira. Com um discurso anti-norte-americano, contrário ao apoio do Paquistão a guerra liderada pelos Estados Unidos contra o Talibã e Al-Qaeda no Afeganistão, o bloco de seis partidos religiosos conseguiu a maioria na província noroeste Noroeste. Conhecidos os resultados de 36 dos 43 distritos da província da fronteira, 23 ficaram com a coalizão religiosa Ação Unida, na câmara baixa do Parlamento. É a primeira eleição no país desde o golpe militar de 1999. O Partido Popular do Paquistão, da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, que soma até agora 11 cadeiras, está praticamente empatado com o Qaid-e-Azam, seguimento pró-militar da Liga Muçulmana, com 10. A Liga Muçulmana Paquistão-Nawaz (PML-N), do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, conquistou sete cadeiras e o restante deve ficar com os partidos independentes. Novos números das eleições mostram que a aliança religiosa já conquistou 14 cadeiras das 272 que compõem o Parlamento Federal do país.

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