Partidos israelenses saem à caça do voto dos indecisos

Segundo as pesquisas, até 25% dos eleitores não sabem em quem votar amanhã; Netanyahu deve permanecer premiê

JERUSALÉM, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2013 | 02h01

Os candidatos que disputam o cargo de primeiro-ministro nas eleições parlamentares que Israel organiza amanhã tentaram ontem mobilizar seus partidários e conquistar os votos dos numerosos eleitores ainda indecisos. As mais recentes pesquisas indicam que o premiê Binyamin Netanyahu - à frente da coalizão entre seu partido, o direitista Likud, e o ultranacionalista Yisrael Beitenu, de Avigdor Lieberman - deverá permanecer no posto após a votação.

As últimas sondagens, publicadas na sexta-feira, indicavam que a aliança de Bibi deverá obter entre 32 e 35 assentos no Parlamento israelense, composto por 120 integrantes. Atualmente, ambos os partidos contam com 42 cadeiras.

Mais à direita, o Beyit Yehudi (Lar Judaico) - do ex-chefe de gabinete de Netanyahu e empresário do setor de tecnologia Naftali Bennett - deverá eleger 15 parlamentares, após uma intensa ascensão alimentada por um discurso radical contra a criação do Estado palestino.

No centro, o Partido Trabalhista obteria 16 ou 17 assentos e o recém-criado Yesh Atid (Há um Futuro), entre 10 e 13. O Hatnuá (O Movimento), da ex-chanceler e ex-líder do Kadima Tzipi Livni deverá eleger 7 ou 8 parlamentares.

Contudo, as pesquisas apresentam uma margem de erro de 5 pontos porcentuais e indicam que entre 15% e 25% dos eleitores do país estão indecisos. Analistas lembram que sondagens anteriores já erraram muitas projeções no país.

O Comitê Central Eleitoral de Israel ordenou ontem que o partido Yahadut Hatorah (Judaísmo Unido da Torá) - composto por judeus ultraortodoxos - retirasse de seu material de campanha slogans que contenham bênçãos ou promessas divinas. Rabinos ligados à legenda, que deverá conquistar cinco ou seis assentos no Parlamento, segundo as pesquisas, prometiam abençoar seus eleitores com "filhos, longa vida e saúde".

O comitê ordenou que o partido mude o texto de uma mensagem de campanha intitulada Uma convocação sagrada, firmada por 28 religiosos. / AFP e EFE

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