Partidos negociarão plano de paz para Macedônia

Os partidos da coalizão governista da Macedônia se preparavam neste domingo para negociar um novo plano de paz patrocinado pelo Ocidente para esta região tensa e volátil com o objetivo de encerrar meses de confrontos que ameaçavam gerar uma nova guerra civil. O plano para reconciliar a maioria eslava e a minoria albanesa étnica tem como base uma proposta do especialista francês em constituição, Robert Badinter, que há 10 anos propôs à ex-república iugoslava que se transformasse em um país independente.Com negociações planejadas para amanhã, François Leotard, o ex-ministro francês da Defesa indicado recentemente como enviado da União Européia (UE) à Macedônia, enfatizou que o plano era um passo inicial no desafio de encerrar mais de quatro meses de insurgência de rebeldes infiltrados entre os albaneses étnicos. "Isto representa a base para mais negociações", disse ele aos jornalistas. "Agora nós precisamos de comentários e emendas a este documento."James Pardew, enviado norte-americano à região, descreveu o plano como uma "estrutura compreensível" que conta com as opiniões de especialistas locais e internacionais sobre a proposta de Badinter. Ao comentar rumores de que os albaneses étnicos, que compõem quase um terço dos 2 milhões de habitantes do país, teriam rejeitado o plano antes mesmo do início das negociações, Zehir Bekteshi, porta-voz do partido albanês étnico Prosperidade Democrática, disse que seus colegas tinham objeções às propostas de paz."Temos sérias objeções ao documento proposto", disse Bekteshi em entrevista telefônica concedida à Associated Press. E acrescentou: "É apenas um rascunho. Não é uma resolução final que tenha de ser imediatamente acatada ou rejeitada."Ontem, as partes em conflito concordaram que a proposta será o único documento utilizado como base no diálogo. Isto significa que todos os planos de paz anteriores estão fora de discussão, disse um diplomata ocidental sob condição de anonimato. Ele sublinhou a necessidade de se chegar rapidamente a um acordo para preservar o atual cessar-fogo - lembrando que há pouco mais de uma semana o país estava à beira de uma guerra civil.

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