Partidos tradicionais colombianos perdem espaço na Câmara e no Senado

Os dois partidos mais tradicionais da Colômbia, o Liberal, que é opositor, e o Conservador, do atual presidente Andrés Pastrana, perderam algumas cadeiras na Câmara, como aconteceu no Senado, nas eleições legislativas deste domingo no país. O partido do governo, que tinha 28 representantes em 98, soma agora 21 e o Liberal perdeu 31 cadeiras, contando agora com 53 membros, depois de 94,64% das urnas apuradas. As outras 92 vagas ficaram com movimentos e partidos minoritários. No Senado, o partido Liberal perdeu 19 postos e manteve, como na Câmara, a maioria e os Conservadores reduziram de 15 para 13. As demais 60 vagas ficaram nas mãos de outros partidos, 21 a mais que nas eleições de 1998. Com os resultados negativos, o presidente do Diretório Nacional Conservador, Carlos Holguin, renunciou ao cargo, mas foi eleito para o Senado. Mais de 23 milhões de eleitores colombianos foram convocados para eleger 102 senadores e 166 deputados entre cerca de 10 mil candidatos - pelo menos cem deles com ficha na polícia e alguns acusados de terem as campanhas eleitorais financiadas pelo narcotráfico. As estimativas oficiais indicam uma abstenção de 45% do eleitorado. Na eleição de 1998, o índice alcançou 55%.

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