Red Cross Durango via AP
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Passageiros dos EUA processam Aeroméxico por acidente com avião da Embraer

Ao menos 11 dos 65 passageiros americanos a bordo do voo 2341 da companhia mexicana, que sofreu acidente na cidade de Durango, no norte do México, iniciaram ações civis; 'Todos têm o direito de saber o que fez o avião cair', diz advogado

O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2018 | 09h44

CHICAGO, EUA - Onze passageiros americanos que sobreviveram a um acidente com um avião da Aeroméxico em Durango, no norte do México, no dia 31 de julho, iniciaram ações na Justiça contra a empresa aérea em Chicago na segunda-feira, informou o escritório de advocacia Corboy & Demetrio.

O avião Embraer E190 operado pela Aeroméxico, com capacidade para 114 passageiros e que seguia para a Cidade do México, caiu em um trecho de terra com vegetação rasteira próximo da pista pouco ao tentar decolar, enfrentando o que passageiros descreveram como ventos fortes.

Todos as 103 pessoas - 99 passageiros e 4 tripulantes - sobreviveram fugindo da aeronave antes de o avião pegar fogo. Ao menos 65 passageiros a bordo do voo 2341 da Aeroméxico eram cidadãos dos Estados Unidos, entre eles muitos moradores da área de Chicago.

“Todas as pessoas nesse voo têm o direito de saber exatamente o que fez o avião cair. Um avião não despenca do céu só porque está chovendo forte”, disse Thomas A. Demetrio, cofundador da Corboy & Demetrio, que fica em Chicago.

A Aeroméxico não respondeu a pedidos de comentário.

Luis Gerardo Fonseca, diretor da agência de aviação civil do México, disse à Rádio Formula na segunda-feira que as causas do acidente ainda estão sendo investigadas.

O primeiro oficial e os dois comissários a bordo já deram seus depoimentos como parte da investigação, disse ele. Os investigadores ainda aguardam para interrogar o capitão, que ainda está sendo tratado em um hospital, disse Fonseca.

A Corboy & Demetrio informou que iniciou seis ações civis diferentes em nome de 11 passageiros.

Francis Patrick Murphy, outro sócio da firma, disse que, até certo ponto, o clima sempre é um fator em operações de voo. 

“Entretanto, operações de voo seguras dependem de como a empresa aérea e seus pilotos monitoram, reagem e corrigem em condições climáticas severas, tanto no processo de tomada de decisão antes do voo quanto durante o voo, para evitar um infortúnio”, disse Murphy. / REUTERS

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