REUTERS/Kevin Coombs
REUTERS/Kevin Coombs

Passageiros descrevem pânico durante explosão em metrô de Londres

Testemunha relata que, após a detonação, as pessoas no vagão foram surpreendidas por uma ‘parede de fogo’, e o cenário era desesperador, com indivíduos ‘gritando e correndo pelas escadas’

O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2017 | 14h36

LONDRES - "Estávamos indo para o trabalho quando ouvimos uma enorme detonação.” Perto da estação de metrô de Parsons Green, no oeste de Londres, Charlie Craven ainda estava impressionado com o mais recente atentado que atingiu a cidade nesta sexta-feira, 15.

Como todas as manhãs, o jovem de 30 anos se preparava para pegar a linha District para a City, o coração financeiro da capital britânica. "Olhei ao meu redor e a primeira coisa que vi foi uma espécie de luz laranja, como nos filmes. Pessoas gritavam sem saber o que estava acontecendo", relatou à agência France-Presse, com as mãos ainda trêmulas.

"Tinha acabado de ouvir uma detonação (...). Olhei ao redor e vi essa parede de fogo vindo em nossa direção", conta Lauren Hubbard, de 20 anos.

No caminho para o trabalho, Louis Hather, de 21 anos, estava no vagão onde o dispositivo improvisado explodiu por volta das 8h20 (4h20 em Brasília). Ele descreveu um cenário de pânico, com “pessoas gritando e correndo pelas escadas".

Ferido na perna no meio da confusão, ele conseguiu sair para a rua, onde "as pessoas choravam”. “O ar cheirava plástico queimado", disse Hather, que descreveu uma mulher “com queimaduras por todo o corpo".

Isolamento

Os arredores de Parsons Green, localizado no bairro rico de Fulham, onde muitas famílias francesas se instalaram em razão da proximidade das escolas francesas, foram imediatamente isolados pela polícia.

No início da tarde, uma dúzia de veículos das forças de segurança estavam estacionados na área, enquanto dois helicópteros sobrevoavam a região.

Os habitantes pareciam abatidos, assim como Lucy, que passeava com seu cachorro. "Não posso acreditar no que aconteceu aqui. Você sabe que pode acontecer, mas não perto de você.”

Solidários, os comerciantes afixaram cartazes oferecendo chá ou café, fornecendo seus banheiros e tomadas elétricas para carregar os celulares. "É uma situação difícil. As pessoas estão estressadas, precisam conversar com suas famílias. Estamos apenas fazendo o possível para ajudar", afirmou.

Os moradores impedidos de voltar para casa esperavam na calçada e olhavam seus celulares em busca de informações. "Não consigo acreditar que isso aconteceu aqui, é um bairro muito familiar", lamentou Alex W., aliviado por ter preferido pegar sua bicicleta em vez do metrô esta manhã. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.