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Passagem de tufão desaloja 1 milhão na China; hotel desaba

Morakot deixa rastro de destruição em Taiwan e nas Filipinas e vai em direção ao sudeste; ao menos 1 morre

09 de agosto de 2009 | 07h52

Autoridades chinesas retiraram quase um milhão de pessoas de suas casas na costa sudeste do país, antes da chegada do tufão Morakot. O tufão ainda causou na vizinha província de Zhejiang a morte uma criança de 4 anos, que ficou soterrada com outros quatro adultos no desabamento de cinco casas, devido à força das chuvas provocadas pelo tufão na cidade de Wenzhou.

 

Segundos relatos da agência oficial chinesa Xinhua, 473 mil moradores da província de Zhejiang e 480 mil de Fujian foram retirados de áreas de risco. Além disso mais de 35 mil barcos tiveram que voltar aos portos e 8 milhões de mensagens foram enviadas a telefones celulares para alertar a população sobre a chegada do tufão.

 

Nas Filipinas, o Morakot causou chuvas torrenciais que deixaram dez mortos. O tufão também deixou um rastro de destruição em Taiwan, causando as piores enchentes em 50 anos em algumas regiões. Pelo menos 29 pessoas estão desaparecidas em Taiwan depois da passagem do tufão e uma morte foi confirmada. Muitas das vítimas estavam em um barraco que foi levado pelas águas. Entre os desaparecidos também estão dois policiais que tentavam retirar moradores de uma vila gravemente afetada pelas enchentes.

 

 

Desabamento de hotel

 

 

Segundo a BBC, o hotel Chin Shua, no sul de Taiwan, desabou depois da passagem do tufão Morakot pela ilha. As águas comprometeram as fundações da construção, mas acredita-se que o prédio havia sido totalmente esvaziado antes do incidente.

 

O leste e sul da China sofrem a cada ano a influência das monções, e desde que começou a temporada até 30 de julho, 307 pessoas morreram e outras 67 milhões foram atingidas por inundações, avalanches e tufões, segundo dados do Ministério de Recursos da Água.

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