Passagem do furacão Irene deixa 32 mortos nos EUA

Dezenas de pessoas continuam desaparecidas e apagão atinge cerca de 5,5 milhões de casas e empresas em todo o país

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2011 | 00h00

CORRESPONDENTE/ WASHINGTON

Livres do furacão Irene desde a noite de domingo, os americanos defrontaram-se ontem com um saldo de 32 mortos, perigosas inundações no nordeste do país e um apagão em 5,5 milhões de residências e empresas dos EUA.

Nos aeroportos de Nova York, Filadélfia e Boston, mais de 1,8 mil voos foram cancelados pela manhã e problemas de tráfego terrestre continuavam na Costa Leste. Nos Estados de Nova York e Vermont, as inundações atingiram níveis recordes.

"Não há dúvidas de que o Irene foi uma tempestade mortal. As pessoas têm ainda de ser prudentes e agir com bom senso nas regiões atingidas", afirmou Craig Fugate, diretor da Agência Federal de Administração de Emergência (Fema, na sigla em inglês). "Ainda estamos preocupados com as fortes chuvas que caíram. Há perigosas inundações e falta de energia."

O Irene atingiu Porto Rico, Bahamas e, desde a quarta-feira, 11 Estados da Costa Leste dos EUA. Mesmo com a perda gradual de força no percurso, que converteu o furação em uma tempestade tropical, no domingo, a tormenta mostrou-se destruidora.

Cidades de todas as regiões ficaram alagadas por rios antes considerados calmos e pouco caudalosos. A Cruz Vermelha lançou uma campanha por doação de sangue. Dezenas de pessoas ainda estavam desaparecidas ontem.

Os danos causados pela tempestade ainda não foram calculados, segundo Fugate. Consultorias privadas estimam prejuízos entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão. Parte da reconstrução será financiada pelo governo federal.

Ontem, a Fema iniciou a ajuda a Vermont, o Estado que menos se preparou - o governo local não retirou os habitantes das áreas de risco. Apenas depois das inundações, o Estado declarou emergência, o que lhe permitiu acesso à ajuda financeira da Casa Branca e à assistência da agência. "Não vemos inundações como essas em Vermont há 75 anos", afirmou o governador do Peter Shulin.

A Fema mantêm cerca de US$ 800 milhões em caixa para o socorro e a ajuda na reconstrução das cidades mais afetadas. Segundo Fugate, boa parte da ação preventiva da agência resultou de lições aprendidas com o furacão Katrina, cuja passagem provocou 1.836 mortes e danos avaliados em US$ 108 bilhões.

Ontem, essa catástrofe completou seis anos. "Em situações como essa, temos de ser rápidos e nos prevenirmos contra o potencial desastre", disse Fugate. "Não dá para esperar para ver se o furacão será ruim e agir só depois."

Prejuízo

1,8 mil voos foram cancelados ontem

US$ 1 bilhão poderá custar a reconstrução

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