REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Furacão deixa 90% de Porto Rico sem luz

Maria atingiu ilha com ventos de até 240 km/h, mas perdeu força a caminho da República Dominicana e do Haiti

O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2017 | 14h58

SAN JUAN -  Ao menos 90% dos porto-riquenhos ficaram sem luz após a passagem do furacão Maria, que atingiu a ilha na manhã de ontem com ventos de até 240 km/h. Antes, o fenômeno havia castigado as Ilhas Virgens americanas e deixado pelo menos dois mortos nas Antilhas francesas. 

Na tarde de ontem, o olho da tempestade estava a 40 quilômetros de San Juan e havia perdido um pouco da força. Ele avançava para a Ilha de Hispaniola como um furacão de categoria 3, com ventos de até 185 km/h.  

“O importante agora é que as pessoas saibam que o pior da tempestade ainda está por vir. Há muitas inundações e danos na infraestrutura, mas a única coisa que deve importar agora é que as pessoas permaneçam a salvo”, disse o governador porto-riquenho, Ricardo Rosselló, à rede CNN. 

A prefeita de San Juan, Carmen Yulin Ruiz, pediu em entrevista ao jornal El Nuevo Día que os cidadãos de Porto Rico comecem a racionar água e alimentos, já que, segundo ela, alguns ficarão até “quatro meses sem luz”.

O presidente americano, Donald Trump, também comentou a passagem do furacão Maria pelo território. “Porto Rico está sendo duramente golpeado por um novo monstruoso furacão”, escreveu Trump no Twitter. 

O Maria é o primeiro furacão de categoria 4 em mais de 80 anos a atingir Porto Rico, onde vivem 3,3 milhões de pessoas. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), ele está se movendo a 17 km/h em direção oeste-noroeste.

Direção

Espera-se que o furacão continue nessa direção nos próximos dias. Na trajetória prevista, o olho do Maria passará pela costa norte de Porto Rico e chegará ao nordeste da República Dominicana na madrugada de hoje. 

Na terça-feira, o governador Rosselló já havia alertado à população que se preparasse para a pior tempestade do último século. “Confesso que tenho medo. Pela primeira vez estou preocupada, porque é a primeira vez que vou ver um furacão dessa intensidade”, disse a professora Noemi Aviles Rivera, de 47 anos, que testemunhou dois deles: Hugo, em 1989, e Georges, em 1998. / EFE e AFP

Mais conteúdo sobre:
MariaDonald Trumpfuracão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.