REUTERS/Harley Palangchao
REUTERS/Harley Palangchao

Passagem do tufão Goni pelas Filipinas deixa ao menos 17 mortos e 14 desaparecidos

Maioria das vítimas morreu em razão de deslizamentos de terra; no Japão, tufão Goni já causou o cancelamento de mais de 100 voos

O Estado de S. Paulo

24 de agosto de 2015 | 09h21

MANILA - Pelo menos 17 pessoas morreram e outras 14 estão desaparecidas após a passagem pelo norte das Filipinas do tufão Goni, com rajadas de vento de até 170 km/h e que causou fortes precipitações, informaram nesta segunda-feira, 24, fontes oficiais.

O número de vítimas, no entanto, pode subir. Algumas agências de notícia já falam em até 26 mortos. "Neste momento, temos helicópteros levando comida para mais de 1 mil famílias isoladas por deslizamentos", afirmou o secretário de Bem-Estar, Dinky Soliman.

Segundo o último relatório da Agência de Gestão e Redução de Risco de Desastres das Filipinas, a tempestade deixou também 17 feridos e provocou o deslocamento de mais de 72 mil pessoas, embora só 11 mil delas tenham se refugiado em centros montados pelo governo para receber as pessoas deslocadas.

O tufão, que já se encontra fora de território filipino e se afasta, causou deslizamentos de terra, inundações, tornados e o transbordamento de rios.

Goni, batizado como Ineng pelas autoridades locais, danificou também mais de mil lares, deixou intransitáveis mais de 50 estradas e 7 pontes e provocou interrupções na corrente elétrica de 4 cidades e 81 municípios.

A Agência de Gestão e Redução de Risco de Desastres calcula que os danos causados pelo tufão em infraestruturas e agricultura chegam a 165 milhões de pesos filipinos (US$ 3,5 milhões).

Entre 15 e 20 tufões passam todos os anos pelas Filipinas durante a temporada de chuvas, que começa em junho e acaba em novembro. 

Japão. Depois das Filipinas, o tufão Goni se dirigiu ao sul do Japão, onde as fortes rajadas de vento arrancaram postes elétricos e arrastaram veículos.

As empresas aéreas japonesas cancelaram mais de 100 voos e milhares de residências estão no escuro nas ilhas do extremo sul do arquipélago.

A agência meteorológica do Japão afirmou que o fenômeno passa pelo país com ventos de até 252 km/h. / EFE, AFP e REUTERS

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