STR / JIJI PRESS / AFP
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Após 70 mortes, Japão amplia buscas por sobreviventes do tufão Hagibis

Mais de 100 mil soldados, bombeiros, policiais e agentes da Guarda Costeira procuram vítimas da tempestade

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2019 | 01h56
Atualizado 15 de outubro de 2019 | 11h48

TÓQUIO - Sob ameaça de novas chuvas, milhares de socorristas no Japão, buscam sobreviventes da passagem do tufão Hagibis, que desde o fim de semana matou 70 pessoas no país.  Mais de 100 mil soldados, bombeiros, policiais e agentes da Guarda Costeira procuram sobreviventes nas zonas inundadas e afetadas por deslizamentos de terra.

Dezenas de milhares de pessoas estão em abrigos, sem garantia de poder voltar para suas casas em breve. Ao menos 75,9 mil famílias no país estão sem energia elétrica e quase 135 mil não têm água potável.

Segundo o Instituto de Meteorologia do Japão, as chuvas provocadas pela tempestade tropical são sem precedentes. O Hagibis atingiu o país no sábado à noite vindo do Pacífico, acompanhado por rajadas de quase 200 km/h. 

O balanço de vítimas não para de aumentar. “Ainda há muitas pessoas desaparecidas”, disse o primeiro-ministro Shinzo Abe em uma reunião de emergência do gabinete. “As equipes estão fazendo o possível para procurá-las e tentar salvá-las, trabalhando dia e noite.”

Mas os meteorologistas japoneses previram mais chuvas no centro e no leste do Japão e alertaram para o perigo de novos deslizamentos de terra e inundações.

Na região de Nagano, uma das mais atingidas pelo tufão, a chuva não dá trégua. Estamos preocupados que essas chuvas tenham impacto nos esforços de busca e resgate”, disse o prefeito Hiroki Yamaguchi. “Continuaremos as operações, sempre atentos a novos desastres devido às chuvas contínuas.”

No total, 176 rios transbordaram, principalmente no norte e no leste do Japão, segundo a imprensa local. Um dique desmoronou na região de Nagano, descarregando as águas do rio Chikuma em uma zona residencial cujas casas foram inundadas.

Em alguns lugares, helicópteros resgatavam moradores refugiados em suas varandas ou telhados, enquanto equipes de resgate a bordo de barcos trafegavam pelas águas barrentas entre as casas em busca de pessoas presas.

“Tudo em minha casa foi arrastado pela água diante dos meus olhos. Eu me perguntava se era um pesadelo ou realidade”, disse uma moradora de Nagano à NHK. “Acho que tenho sorte de estar viva.”

As vítimas do tufão incluem pelo menos sete tripulantes de um navio de carga que afundou no sábado nas águas revoltas da Baía de Tóquio. Quatro outros foram salvos e um 12º ainda era procurado, disse um porta-voz da Guarda Costeira. /AFP

 

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