Passo de Bibi mostra gabinete dividido

ANÁLISE: William Booth / W. Post

O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2013 | 02h03

A lista dos presos que Israel soltará nos próximos dias inclui militantes palestinos que usaram coquetéis molotov contra um ônibus com crianças, apunhalaram e mataram a tiros civis, mulheres e idosos, bem como suspeitos de espionagem.

Numa indicação da profunda divisão desta coalizão, a libertação foi aceita pelos ministros por 13 votos a 7, com 2 abstenções. Paralelamente, o gabinete aprovou o pedido do premiê Binyamin Netanyahu para um referendo que chancele todo acordo de paz que ele assinar. Segundo a imprensa israelense, Netanyahu disse aos EUA que, nos próximos nove meses, será aprovada a construção de mais mil casas em assentamentos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

Embora a maior parte das pesquisas mostre que os israelenses em geral apoiam o processo, a libertação dos prisioneiros não é uma medida bem vista em todo o espectro político do país. Há precedentes. Em 2011, Israel trocou mil palestinos e árabes israelenses por Gilad Shalit, o soldado israelense sequestrado por militantes do Hamas, em 2006. Ele permaneceu preso por cinco anos.

Ainda que se trate de um gesto relutante de boa vontade ou de chantagem diplomática, trata-se de uma considerável concessão de Netanyahu ao secretário de Estado John Kerry e aos palestinos. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

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