AP/Carolyn Kaster
AP/Carolyn Kaster

Pastor antissemita discursa na inauguração de embaixada em Israel

Um dos conselheiros evangélicos do presidente Trump, Robert Jeffress é conhecido por criticar outras religiões

O Estado de S.Paulo

14 Maio 2018 | 21h43

WASHINGTON - Um dos conselheiros evangélicos mais próximos do presidente americano Donald Trump, Robert Jeffress – pastor da Primeira Igreja Batista de Dallas –, foi um dos convidados dos Estados Unidos para discursar na cerimônia de abertura da embaixada americana em Jerusalém. Ele costuma falar do significado da cidade para os cristãos conservadores, que formam um dos pilares da base eleitoral do presidente. 

O republicano Mitt Romney, que foi candidato presidencial em 2012, acusa Jeffress de desdenhar do valor de outras religiões, principalmente da igreja mórmon, à qual pertence Romney. Nesta segunda-feira, o republicano, que é candidato ao Senado, acusou o pastor de “preconceituoso” e criticou sua escolha como orador na inauguração da nova embaixada. 

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Antissemitismo. No passado, Jeffress ficou conhecido por emitir declarações antissemitas. “Você não pode se salvar se for judeu”, disse. Em 2010, ele afirmou que a Igreja Católica era um “instrumento de Satã”. No mesmo ano, ele declarou que judeus e muçulmanos “vão para o inferno” – mesmo destino que teriam os eleitores de Hillary Clinton, segundo ele, na campanha presidencial de 2016. / AP e REUTERS

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