Pastrana se propõe a negociar com ELN

Incentivado pelo acordo de troca de prisioneiros acertado com o maior grupo guerrilheiro da Colômbia, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o presidente Andrés Pastrana se propôs a ir para qualquer das regiões controladas pelo segundo grupo rebelde colombiano a fim de dar início a novas negociações de paz. "Estou preparado para ir a qualquer lugar da Colômbia e encontrar-me com o ELN, se com este esforço conseguirmos avançar no processo de paz com aquela organização insurgente", disse Pastrana, referindo-se ao Exército de Libertação Nacional, que, segundo estimativas, conta com 4.200 combatentes.Pastrana lançou sua proposta em uma cadeia de rádio e televisão nesta quinta-feira à noite. Não houve resposta imediata por parte do ELN, que tem unidades espalhadas por todo o país, a maior parte delas concentrada nas montanhas ao norte do Estado de Bolivar. As tentativas de negociar nos bastidores com o ELN tropeçaram repetidas vezes devido à oposição dos paramilitares de extrema-direita e residentes da região proposta como zona desmilitarizada para sediar as conversações de paz. A proposta ao ELN foi apresentada por Pastrana após o governo assinar no sábado passado um acordo humanitário com as FARC, que, segundo as expectativaas oficiais, deverá conduzir a novos avanços para a pacificação do grupo de 16.000 guerrilheiros.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.