EFE/ EPA/ Hitoshi Maeshiro
EFE/ EPA/ Hitoshi Maeshiro

Patrimônio Mundial da Humanidade, castelo japonês é destruído por incêndio

Bombeiros levaram cerca de 9 horas para conter as chamas que consumiram o pavilhão central do Castelo de Shuri, em Okinawa

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2019 | 01h51

TÓQUIO - Um incêndio destruiu o pavilhão central do Castelo de Shuri nesta quarta-feira, 30. Localizada em Okinawa, no Japão, a construção foi declarada pela Unesco Patrimônio Mundial da Humanidade. As chamas afetaram outros edifícios próximos.

O Corpo de Bombeiros da cidade de Naha, na ilha de Okinawa, foi chamado por volta das 2h40 de quinta-feira (horário local; 14h40 de quarta-feira em Brasília) para combater o fogo. 30 caminhões da corporação, com 100 homens, travaram uma batalha de cerca de 9 horas até controlar as chamas. O incêndio devastou cerca de 4,2 mil metros quadrados da edificação, segundo a rede de televisão pública japonesa 'NHK'.

Não foi divulgado pelas autoridades o número de feridos no incêndio. Um dos bombeiros que trabalhou no combate às chamas precisou ser atendido por desidratação. 30 pessoas residentes em construções próximas ao castelo precisaram ser retiradas do local.

Segundo as investigações preliminares, as chamas surgiram primeiro perto do pavilhão central. Os pavilhões norte e sul também foram afetados, e várias portas continuavam queimando seis horas depois de o fogo ter se alastrado, segundo as autoridades locais.

O castelo foi originalmente construído no final do século XIV, é um dos principais destinos turísticos da região e foi declarado tesouro nacional em 1933.

O palácio foi destruído na Segunda Guerra Mundial, durante a Batalha de Okinawa, em 1945. Porém, em 1992, o pavilhão central foi reconstruído e, em seguida, as demais construções do complexo, que foi reaberto como um parque nacional.

No ano 2000, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) declarou o Castelo de Shuri como Patrimônio Mundial entre os nove sítios, ruínas e monumentos incluídos nas propriedades relacionadas ao reino de Ryukyu, antes da integração das ilhas Okinawa ao Japão (que ocorreu no século XIX). / EFE

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