Patriota confirma que Mercosul vai suspender Paraguai

Os presidentes dos países do Mercosul vão assinar na sexta-feira a suspensão do Paraguai do bloco econômico e de todo o processo decisório do grupo regional, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antônio Patriota, em entrevista coletiva à imprensa. "Lamentamos muito esta decisão que vocês têm acompanhado, mas como já havíamos antecipado, os chanceleres de 12 países na

POR MARINA GUIMARÃES, ENVIADA ESPECIAL, Agência Estado

28 de junho de 2012 | 18h58

Rio+20, o processo no Paraguai não tinha tido plena vigência democrática, conforme previa o Protocolo de Ushuaia", afirmou.

Patriota não quis antecipar todos os detalhes sobre o prazo de suspensão do Paraguai para participar de reuniões e decisões da cúpula do

Mercosul, porém fontes ouvidas pela Agência Estado, mais cedo, informaram que este prazo seria até a realização de eleições

democráticas no país.

O ministro brasileiro não confirmou se haveria possibilidade de incorporação plena da Venezuela durante este período de suspensão

do Paraguai. No entanto, ele reconheceu que este assunto é sempre examinado durante as cúpulas do Mercosul, porque há grande

interesse na participação plena da Venezuela. "Queremos trabalhar para que isso ocorra o mais breve possível", disse Patriota,

insinuando que poderia haver avanços neste processo durante a presidência rotativa (pro tempore) do Brasil no Mercosul que começa

a partir de amanhã pelos próximos seis meses. "Este é um tema que se mantém em urgência".

Patriota também reiterou o que havia antecipado à AE nesta tarde, que não houve pressões de nenhum dos sócios do Mercosul para

impor sanções econômicas ao Paraguai. Por último, o ministro brasileiro confirmou que os presidentes vão assinar uma declaração

com vistas a ampliar a cooperação econômica e comercial entre o Mercosul e a China.

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