Paul O´Neill renuncia ao cargo de secretário do Tesouro

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Paul O´Neill, anunciou que renunciou ao cargo e deixará o Departamento do Tesouro nas próximas semanas. "Foi um privilégio servir à nação durante estes tempos de desafio. Agradeço pela oportunidade", escreveu O´Neill em carta ao presidente George W. Bush. Antes que ficassem claras as razões que levaram à renúncia de O?Niell, já se especulava em torno de seu sucessor nos mercados em Nova York. Alguns citam o vice-secretário John Taylor, que já foi cotado para ocupar algum cargo no Federal Reserve, o banco central americano; outro nome citado é o do presidente do conselho econômico da Casa Branca, Larry Lindsey. Comenta-se também sobre a possibilidade de o cargo ser ocupado pelo presidente da Bolsa de Nova York, Richard Grasso. Gafes em relação ao Brasil Paul O´Neill, de 67 anos, foi juramentado no cargo de secretário do Tesouro dos EUA em 20 de janeiro de 2001. Sua saída já era assunto de especulações havia meses, mas ganhou força após a eleição intermediário de novembro, que deu maioria no Congresso ao Partido Republicando. Enquanto estava no cargo, O´Neill foi duramente criticado por seus comentários impróprios e pelo distanciamento dos mercados financeiros. O Brasil foi uma das vítimas das gafes de O´Neill, um ex-executivo da gigante de alumínio, Alcoa. Um dos comentários que geraram maior impacto no mercado financeiro brasileiro foi feito em julho, quando ele sugeriu que o dinheiro emprestado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ao Brasil, Uruguai e Argentina estavam indo para contas de bancos suíços. Os comentários causaram uma crise diplomática. Em agosto, O´Neill esteve no Brasil, onde tentou abrandar as tensões, mas não anulou suas críticas em relação ao possível desvio do socorro financeiro internacional ao Brasil e a seus parceiros do Mercosul.

Agencia Estado,

06 Dezembro 2002 | 12h33

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