Erik S. Lesser/Efe
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Paul Ryan diz que Romney irá recuperar a economia dos EUA

Em convenção republicana, congressista aceitou nomeação como candidato à vice-presidência

30 de agosto de 2012 | 08h43

TAMPA - O congressista Paul Ryan aceitou na noite de quarta-feira, 29, a nomeação republicana como candidato à Vice-Presidência dos Estados Unidos e assegurou que Mitt Romney e ele dispõem de um plano para levar a economia do país a uma reviravolta radical.

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Em seu discurso na Convenção Nacional Republicana, repleto de críticas ao presidente Barack Obama, Ryan garantiu que ele e Romney estão prontos para governar e que resolverão "os problemas econômicos desta nação".

Ryan denunciou reiteradamente a suposta "falta de liderança" e o "fracasso" do atual ocupante da Casa Branca.

"Aceito o chamado da minha geração para dar aos nossos filhos os EUA que herdamos, com oportunidade para os jovens e segurança para os idosos, e sei que estamos prontos", disse Ryan.

Diante dos milhares de delegados que participam da convenção, o jovem congressista por Wisconsin assegurou que a dupla Romney-Ryan fortalecerá a classe média se vencer as eleições presidenciais de 6 de novembro. "Temos um plano para uma classe média mais forte, com a meta de gerar 12 milhões de novos empregos nos próximos quatro anos", ressaltou Ryan.

Segundo ele, após quatro anos de "dar voltas", em alusão às "promessas não cumpridas" e aos "fracassos econômicos" do democrata Barack Obama, os EUA precisam "de uma volta por cima" e o homem para essa tarefa "é o governador Mitt Romney". Para Ryan, Obama "desperdiça" dinheiro em anúncios negativos, enquanto Romney "não se deixa levar por táticas rasteiras" porque é um homem de "personalidade e decência". "Obama herdou uma crise econômica e as pessoas gostaram de sua mensagem de mudança em 2008, mas a recuperação que prometeu não aparece em nenhum lado", avaliou.

Nesse sentido, criticou seu plano de estímulo econômico de 2009, a reforma da saúde de 2010 e os cortes de mais de US$ 700 bilhões no programa de assistência médica para idosos e aposentados (Medicare). Mas Ryan não mencionou que seu próprio plano orçamentário, se aprovado no Congresso, cortaria um montante similar do popular programa.

Ryan é considerado um ortodoxo do rigor fiscal e do controle das despesas, e representa a aposta de Romney para cativar os setores mais conservadores do partido e, em particular, o movimento Tea Party.

Entre os dois integrantes da chapa republicana não há apenas uma evidente diferença de idade - Romney tem 65 anos e Ryan, 42 - mas também uma divergência ideológica, que pelo menos nesta quarta ficou silenciada.

Ryan reiterou a promessa republicana de revogar a reforma da saúde promulgada por Obama em 2010, por considerar que essa medida impõe obrigações, impostos, cotas e multas "que não têm cabimento em um país livre". O discurso de Ryan foi precedido por oradores de peso, que completaram a mensagem de regeneração econômica do candidato a vice-presidente com alusões à necessidade de recuperar também a liderança em temas internacionais.

A ex-secretária de Estado Condoleezza Rice, que foi a primeira mulher afro-americana a dirigir a diplomacia americana, resumiu a posição do partido em política externa: "se nós não liderarmos, ninguém o fará e haverá caos, ou os que o farão não terão nossos valores". "A paz vem da força", chegou a dizer Condoleezza, em discurso duro com Rússia e China por supostamente não permitirem a paz na Síria.

Previamente, o senador republicano pelo Arizona e ex-candidato presidencial John McCain afirmou que Mitt Romney representa não só "a melhor esperança" para os EUA, mas também "para o mundo". Os EUA "não podem dar-se ao luxo" de deixar Obama emplacar um segundo mandato, avaliou McCain. "Encaramos uma opção com consequências, e não nos equivoquemos, é uma opção. Podemos escolher um roteiro de declive, rumo a um futuro que é mais sombrio e mais perigoso do que nosso passado, ou podemos escolher reformar nosso fracassado Governo, revitalizar nossa frágil economia e renovar os alicerces de nosso poder e liderança no mundo", acrescentou.

McCain, que perdeu as eleições presidenciais em 2008 para Obama, centrou seu discurso em temas de defesa e política externa, destacando a liderança dos EUA no resguardo da democracia e no combate contra as doenças e a pobreza. "Lideramos desde a vanguarda, jamais desde a retaguarda. Isto é o que faz dos EUA uma nação excepcional. Não se trata só de quem somos, é o resultado do que fizemos", assinalou McCain.

 

 

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