AP Photo/Andrew Harnik
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Paul Ryan é reeleito presidente da Câmara nos EUA

Antes do resultado, republicano havia dito que trabalharia em conjunto com o presidente eleito Donald Trump

O Estado de S. Paulo

15 de novembro de 2016 | 19h46

WASHINGTON - O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o republicano Paul Ryan, foi reeleito nesta terça-feira, 15, por seus correligionários para continuar no cargo a partir de janeiro, quando se formará a nova sessão do Legislativo.

Os conservadores relegeram Ryan de maneira unânime, segundo indicou a bancada em sua conta oficial no Twitter. "É uma tremenda honra ser nomeado pelos meus colegas para servir como presidente da Câmara. Agora é tempo de trabalhar em grande estilo", disse Ryan na mesma rede social, minutos após saber do resultado.

A continuidade de Ryan como presidente da Câmara será confirmada formalmente em janeiro, quando seu cargo será submetido à votação dos legisladores. Para isso ele precisa ganhar pelo menos 218 votos, o que deve ocorrer dada a grande maioria com a qual contam os conservadores.

Com os resultados de alguns assentos ainda pendentes após as eleições do dia 8, os republicanos terão pelo menos 239 cadeiras, deixando uma margem relativamente ampla para dissidências em suas fileiras.

Dificuldades. A aprovação de Ryan põe fim aos rumores de uma possível divisão interna após a vitória do magnata Donald Trump na eleição presidencial, mas mesmo assim não será um caminho fácil para o congressista.

No entanto, Ryan, mais ligado à velha guarda do partido, terá que lidar com Stephen Bannon, um ultraconservador e supremacista branco que Trump nomeou como seu principal estrategista.

Em entrevista antes de sua reeleição, Ryan prometeu que o presidente eleito e a liderança do Congresso - dominado pelos republicanos - trabalharão unidos e isso representará "um melhor caminho" e "melhores dias por vir" para o país.

"Bem-vindos ao amanhecer de um novo governo republicano unificado", afirmou Ryan hoje na primeira entrevista da liderança da Câmara após sua volta ao trabalho depois do recesso eleitoral.

Os democratas atrasaram nesta terça a votação sobre a liderança de sua bancada na Câmara até 30 de novembro, ganhando mais tempo para refletir sobre a estratégia que o partido necessitará na oposição após perder as eleições. /EFE

 

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