Paz depende do fim da violência na Espanha

O processo de paz ainda não está concluído na Espanha. A partir do atentado do grupo separatista basco ETA, que feriu 26 pessoas no aeroporto de Barajas, no último sábado, o premiê espanhol José Luis Rodríguez Zapatero suspendeu o diálogo com o ETA. "Não se pode admitir que a esperança de paz se desmorone", afirmou o governador basco Juan José Ibarratxe, em sua mensagem habitual de fim de ano. Para o Batasuna, tido como braço político do ETA, o processo também não foi encerrado. Segundo Karmelo Landa, membro destacado do Batasuna, as declarações de Zapatero foram cuidadosas. "Ele nunca falou em romper. O processo não está absolutamente encerrado", disse à Reuters.A condição para Zapatero voltar ao diálogo com os separatistas é que sejas suspensas as violências. Para ele é preciso haver "vontade inequívoca de abandono da violência por parte do ETA".Já o presidente da Associação de Vítimas do Terrorismo, Francisco Alcaraz, se mostrou indignado porque o chefe do governo "não teve a coragem de romper o processo e se limitou a suspender o diálogo", em uma manifestação. Durante o protesto, foram constantes os gritos de "Zapatero, demissão".

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