Paz na Colômbia depende de 'fatos reais' por parte das Farc, diz presidente Juan

Comunicado supostamente feito pela guerrilha abre possibilidade de um desarmamento

EFE,

01 de junho de 2012 | 21h46

Atualizado às 2h40

 

BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse nesta sexta-feira que se há fatos reais e não só palavras por parte das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) haverá paz neste país, que vive um conflito armado há quase 50 anos.

 

Santos fez esta afirmação ao mesmo tempo em que disse que seu governo está verificando a autenticidade de um comunicado supostamente desta guerrilha, no qual fala pela primeira vez de desarmamento. "Estão me perguntando sobre um comunicado que supostamente as Farc expediram, um comunicado onde fazem uma série de afirmações em relação a um processo de paz. Vamos verificar sua autenticidade", disse o líder.

 

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"Se a mensagem for autêntica damos as boas-vindas a esta atitude, mas novamente o povo colombiano, pela experiência que teve, é cético. Somos como São Tomé, que para crer temos que colocar o dedo na ferida. E as palavras, por mais bonitas que sejam, não são suficientes. Queremos fatos. Se há fatos haverá paz.", acrescentou o presidente.

 

Pouco antes tinha sido divulgado um comunicado, que algumas fontes qualificaram de "apócrifo", no qual supostamente as Farc asseguraram que o Marco Jurídico para a Paz que se debate no Congresso pode abrir o caminho para a reconciliação, e mencionaram pela primeira vez a possibilidade de um desarmamento e a desmobilização de seus homens.

 

"Para os inimigos do povo, que sempre acharam que a guerrilha nunca se submeteria à entrega das armas e à desmobilização, esta é a oportunidade para dizer-lhes que com o 'marco jurídico para a paz', vemos uma janela aberta para que isso ocorra", assinala um comunicado divulgado pelo portal "Café Stéreo".

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